Oh poetisa
Tu, que sem palavras,
beleza recita
Teu pincel são as asas
de tua alma aflita

Se das cores que cobrem o branco
Surgem as formas de um poema
Tú és a arte, o leme do barco
És a deusa por quem o mortal queima

Se minha pena
que palavras tenta borrar
Fosse como teu pincel
mundos eu iria criar

E se mundos surgem de teus dedos
muito teu coração tem a contar
não saberei teus segredos
E não vou por eles chorar