Acredite em mim!
Gênios vieram,
profetas disseram.
Crenças se ergueram
teorias cresceram.
O bem e o mal, juntos correram
A cura da morte nos prometeram
Mas sábios juntaram
O conhecimento que pelos anos passaram
Escreveram seus livros
Que jamais foram lidos
A verdade, disseram,
Foi para poucos que a quiseram
Universidades edificadas
Pessoas nomeadas
Títulos em papel, sem mérito conquistar
É tudo o que o dinheiro pôde comprar
Papel gerou mais papel
e com tantos papéis, deixamos de amar
Me resta a mentira
de falar a verdade construída
Verdade que só a mim pertence
E as cedi para os que me lessem
Sem papel, sem métrica
Jogo palavras burras, sem técnica
Não sei escrever
E limitado é meu saber
Mas aos meus olhos, tudo é bom
Minhas criações são frutos de um dom
Sou o deus de meu paraíso
O castelo mais forte erguido
Esse sou eu, saiba disso
E também é você, o qual tenho lido
É, ainda, ele, o da aldeia,
A cabeça que rolou na cadeia
Somos nós, únicos em conhecimento
Sem flores, sem mercecimento
Sou seu professor,
E seu aluno superior
Você me pertence
E eu nada sou,
Somente um embusteiro,
um charlatão das palavras sem rima
que se calam sem poesia
Por isso grito, enfim
Acreditem em mim!












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Amei…isso fala o meu eu…valeu por escrever poesias tão bonitas
O poema é belo, bem filosófico, mas se eu não sou o dono da verdade, por que vc seria?!