Eu me prostituo!
Bruna Surfistinha… Nome interessante para uma “escritora”. Tudo bem que até duas semanas antes de se tornar escritora ela era protistuta. Até aí tudo bem, pois todos escritores antes de se tornarem profissionais da palavra foram profissionais em outra coisa (mesmo que em nada).
Bruna Surfistinha era profissional do sexo. Completou 21 anos, e desde que fora confirmado o sucesso do seu livro, num genial golpe de marketing, ela prometera largar a “vida fácil” ao atingir a antiga idade adulta. Ou seja, ela se tornou uma “ex-puta”.
Não só uma ex-puta, mas uma ex-puta que escreveu um livro sobre suas picantes experiências profissionais e que agora está na lista de mais vendidos no país.
Agora eu não sei se acredito nessa lista de mais vendidos, ou se simplesmente acredito na rica cultura intelectual do povo brasileiro.
Em um dos trechos do livro, a garota-que-deixou-de ser-puta-pra-ficar-famosa (leia-se Ciccionlina brasileira), conta que “gozou demais” depois de fazer um “serviço” para um grupo de seis rapazes.
Mas não só em experiências se baseia o livro. Ele também contém dicas para as esposas e namoradas do Brasil, para deixarem seus parceiros “loucos” na cama.
Em recente entrevista (das inúmeras que ela já deu – ops!) ela concluiu que ser prostituta “não vale a pena”.
Claro que não deve valer, pois quem ia querer entrevistar uma garota de classe média comum? Quem ia querer publicar um livro com as inocentes experiências sexuais de uma adolescente qualquer? E quem ia querer comprá-lo?
É, realmente não vale a pena. Pra ela, pelo menos. Pois meu livro está sendo lançado na próxima semana e quero que venda muito, por isso me declaro “prostituto” agora, ok leitores?











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