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Minha amada mortal

Por Christian Gurtner em 07/11/06

Oh minha amada,
Por todas as vidas olhar em teus olhos
Tocar teus lábios com os meus
Sentir teu perfume como flores raras
Que mesmo sendo as mais raras do mundo
Não são tão raras quanto você é
Única
Abraçar-te mil vezes
todas elas
como se fossem a última
Despedir-me como se fosse para a guerra
E vencer a cada novo reencontro
Ver-te como luz celeste
Lanterna dos abismos mais escuros
Sentir-te respirar
Como brisa apaixonada
no calor de teu hálito
Ouvir tua voz  - não como música,
não como canções -
Mas como somente a voz que a ti pertence
Belamente suave. Belamente triste. Belamente feliz.
Belamente tua.
Só tua.
Me encher de arrepios
apaixonados
Ao tocar tua pele e,
Pelos fios dourados de teus cabelos
Rezar mil preces silenciosas
Iluminadas por carinho. Para ti.
Sobreviver à tua falta,
Como a árvore sem suas folhas que
Instigadas pela terra fazem o primeiro e último vôo.
Lamentar profundamente as primaveras que passei
Longe de teus sorrisos.
Amar. Amar a ti como a lua ama a noite ao ponto de iluminá-la por uma eterna existência.



Esse post foi publicado na categoria "Poemas", em 07/11/06 às 00:11.
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2
comentários
  1. Priscilla Hollerbach disse:

    Esse para mim foi até agora o mais lindo de todos os seus poemas. Sinto todas as suas belas palavras tocarem em minha alma…

    Escrito em 09/11/2006 às 11:11
  2. kelma disse:

    .

    Escrito em 08/01/2007 às 03:01

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