Aldo Rebelo, um sujeito do PC do B (Partido Comunista do Brasil), escreveu um estúpido projeto de lei que proíbe o uso de palavras estrangeiras no Brasil. O projeto foi aprovado por unanimidade na comissão da câmara. Como já disse Nelson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra”.

Uma lei dessas, caso entre em vigor, deveria vir acompanhada de claves e pauzinhos de acender fogo através da fricção para a população.

Esse projeto de lei é tão burro quanto inviável: Teríamos que banir os “Shoppings”, os “Malls”, o “Computador”, o “Mouse”, o “Sutiã”, o “Abajur”, os “Shows”, e etc…

Mas o pior de tudo não está no passado e sim no futuro: Qualquer pessoa, por mais imbecil que seja, sabe que uma língua está em constante evolução e é construída através da miscigenação popular e estrangeira. E isso gera uma enorme, discussão sobre “como” e “para onde”, mas o fato em si é inegável.

O português brasileiro é a prova disso. Qualquer idioma no mundo é a prova disso. Contudo, essa explicação mais aprofundada eu passo para o André Gazola

Voltando ao projeto de lei, sou ainda obrigado a ler um artigo completamente idiota, assinado por Caia Fittipaldi, que defende esse projeto de lei e, para convencer o leitor, pede para comparar o português brasileiro com a floresta amazônica, e que os “invasores linguísticos” são como os invasores que exploram a floresta amazônica. Assim ela afirma que, da mesma forma que é preciso criar leis para preservar a floresta amazônica, para que cresça naturalmente, é preciso criar leis para que nosso idioma também cresça naturalmente e evitar que sejamos “dominados” pela “invasão linguística” que sofremos.

A comparação feita pela autora acima é mais esdrúxula que o próprio projeto de lei do Sr. Rebelo. Descobri que a tal Caia, é integrante de um movimento meio comunista chamado “Lingüistas Brasileiros para a Democracia”, e me parece que nenhum deles entende de linguística. Caso contrário saberiam que o portugês jamais pertenceu ao Brasil, ele é de portugal. O português de portugal é uma um idioma que surgiu misturando vários dialetos, e que o dito “Português Brasileiro” nada mais é do que o português de Portugal crescendo naturalmente através de influências nativas brasileiras e internacionais, e que uma lei dessas seria um retrocesso monumental e forçado em nossa cultura, que nada mais é do que uma miscigenação de culturas de várias partes do mundo.

Se formos olhar pelo lado do Sr. Rebelo, tavez devêssemos sugerir que o próprio português seja proibido. Teremos que falar Latim, que é de onde veio o português. Ou melhor, podemos ser mais nacionalistas-nativos e abominaremos qualquer idioma que tenha vindo de fora, e vamos todos aprender a falar Tupi-Guarani.