Nemo regere potest nisi qui et regi
No antigo visual do Escriba Cafe, alguns de vocês já devem ter visto essa frase em latim no site. Nessa nova versão ela está agora no topo, um pouco escondida, um pouco visível, timbrada como uma marca d´água.
A tradução do latim para ela é “Só pode governar aquele que se governa” mas pelo tempo e pelas inúmeras interpretações linguísticas, pode também significar algo como “Só pode governar aquele que pode ser governado”. Essa máxima está atribuída à Séneca e, curiosamente, incrustada no brasão da família Gurtner. Acho interessante o que ela nos mostra. O primeiro significado, me inspira algo para a vida - e inclusive é a forma interpretada pelos Gurtner (Em alemão: Herrschen kann nur, wer sich beherrschen kann), enquanto o segundo significado, mencionado acima, me leva um pouco aos dias de hoje.
Podemos colocá-la aqui, no Escriba Cafe, como exemplo ilustrativo. O Escriba Cafe é meu reino, eu sou o soberano nesse servidor. E vocês? Vocês são meus súditos, meu povo. Sou eu quem decide o que vocês hão de ler, escutar e até mesmo fazer dentro de minhas terras sagradas. E como todo reino, o Escriba Cafe depende de impostos para sobreviver. Mas nesse caso, o imposto é pago somente com a presença constante de meus súditos em meu reino, eles mesmos não precisam pagar nada, basta estarem presentes.
Mas agora vem a melhor parte da história: Vocês são livres para ir e vir, saem e entram em meu reino quando e se quiserem com uma facilidade e rapidez insuperáveis. E a única coisa que os fazem voltar e entrar e até permanecer por aqui não é o bom rei que aqui está, e sim o que o bom rei lhes oferece. E dessa forma, o “bom rei” é obrigado a ter como seu principal e mais importante objetivo oferecer aos seus súditos o que há de melhor no reino pois, sem isso, ele perderá seus súditos e, sem súditos, ele perderá seu reino.
Agora eu pergunto: Quem governa quem?
Rei e súditos são, na verdade, somente uma engrenagem que faz a “máquina real” funcionar. Um depende do outro. Se rei ou súdito deixarem de exercer sua função, o reino cai.
O rei precisa ser súdito e os súditos precisam ser reis. Só assim um reino prospera, operado e guiado por seu rei que, por sua vez, é guiado pelo bem estar e riqueza de seu povo.
“Se quer me cobrar impostos, me faça rico. Você ganhará mais” Eu mesmo
Espero que compreendam a mais bela aula de política que eu poderia, até então, criar para vocês.












English version (click)


Somos iguais perante a realeza…estamos todos juntos nesse barco…não há reis ou suditos,somos apenas humanos.bjs.
Hmm.. olhando por esse lado, sim. Mas no artigo tentei satirizar a política de hoje, a “democracia” dos reis que não têm reis, nem povo, só poder!
Apenas, uma frase: me dê o poder e eu mostrarei quem sou.
Bela “democracia”, onde podemos dizer o que queremos,reclamar,revoltar, e engolir toda essa droga,que já vem malhada antes de eu nascer,como dizia Cazuza…O Brasil e seus governantes já estão mostrando a cara.
Fico tentando imaginar até onde “eles” irão, parece que não se envergonham mais, acreditam ter super poderes? Penso no meu filho e sinto muita dor no peito.
Alexandre, acho que quem tinha que se envergonhar é você, eu, a Maria Lúcia acima, e todas as outras pessoas que vivem nesse país e vêem 1/3 de seu salário ir para o governo, que por sua vez o divide entre os políticos sorridentes e não fazemos NADA.
“Eleição” hoje em dia é como concurso público: só se participa na esperança de subir na vida. Se hovesse provas avaliatórias para o candidato poder concorrer, provavelmente não sobraria nem 1/10 dos que aí estão hoje.
Nem me lembre Christian, nunca engoli esse CPMF,é uma aberração contra o bolso de todos.Eu realmente me envergonho de deixar parte do meu pobre salário, em tantos impostos.Somos assaltados vergonhosamente,pelos donos do maior cassino brasileiro….o congresso nacional.
Repito que não precisamos de um governo melhor, e sim de um povo melhor. Mas já virou um círculo vicioso não? A gigantesca massa sem educação (no literal) precisa de um passo do governo para criar opinião e poder de crítica, enquanto o governo precisa de um passo da massa para começar a governar. E por aí vamos, e vamos, e vamos…
hehehe eee Christian …
a única coisa que discordo é no terceiro paragrafo “Sou eu quem decide o que vocês hão de ler, escutar e até mesmo fazer dentro de minhas terras sagradas.”
a sua sorte é de que usas um firewall decente =D
Ah, Patrick, quer dizer então que tentou entrar ilegalmente nas fronteiras do Escriba Cafe?
Mas não vou te deportar não, ok?
Abraço!