
Nova ortografia da língua portuguesa
O novo acordo ortográfico vem a calhar para analfabetos como eu, que nunca usei o trema na vida para o português. Mas por outro lado gera confusão para nós, iletrados, que não sabendo usar direito as regras atuais, mudando então, confunde tudo.
Por isso, quem quiser saber o que vai mudar na ortografia, no Brasil e em Portugal, acesse: www.novaortografia.com
Esse post foi publicado na categoria "Diário e News", em 12/10/08 às 21:10.
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Em minha modesta opinião, umas das maiores características da lingua portuguesa, a riqueza, é também seu maior problema. O absurdo número de regras e principalmente de exceções faz com que o estudo do nosso idioma seja extremamente complexo, enfadonho e trabalhoso, o que com certeza desestimula qualquer um, a não ser aqueles que nada tem para fazer.
É muito comum ver os alunos de primeiro e segundo graus decorarem tais regras apenas para passar nos exames, mas depois de um ou dois meses ninguém se lembra mais de nada. Regras como acentuar ou não uma palavra dependendo de com qual letra termina, ou se é uma oxítona, paroxítona ou proparoxítona, ou se uma letra vem ou não antes de outra; coisas como análise sintática, etc, só servem na verdade para emburrecer as pessoas, uma vez que apenas aqueles que dispõem de muito tempo e boa vontade conseguem aprender definitivamente tudo. Eu gostaria de perguntar para que serve saber se uma oração é subordinada substantiva direta, ou se uma palavra é um objeto direto ou indireto, se não para complicar.
É óbvio que não se pode “esculachar” a gramática (não estou defendendo isso), como a grande maioria faz por aí, mas também não é correto tornar uma idioma tão complexo que desestimule a maioria absoluta das pessoas de aprendê-lo. De que adianta uma lingua “rica” se ninguém consegue escrever direito por falta de conhecimento??? É claro também que dói (será que tem acento??) na alma ler os absurdos como o “internetês”, onde geralmente se escreve como se fala, mas também se exigir que todos sejam um Pasquale Cipro Neto, quando não se dá condições para tanto, é um absurdo.
Aliás, a função básica da lingua nada mais é que transmitir informação, seja pela via falada ou pela escrita, tenho certeza que se se abolisse 90% das regras (e consequentemente das exceções) gramaticais, os únicos que iriam sentir falta seriam os estudiosos e gramáticos, que provavelmente não têm nada melhor pra fazer que tentar complicar a vida dos outros.
E tenho dito !!!
Concordo totalmente.
Parece que isso só vai servir aos interesses das grades editoras que teram mais tranquilidade em publicar seus titúlos entres os dois paises.
Que falta do que fazer!!!Não que seja fanática por acentos…Mas eu já me atrapalhava muito com eles, mas se eles, foi ficar bem pior….abraços!!!
Que falta do que fazer!!!Não que seja fanática por acentos…Mas eu já me atrapalhava muito com eles, agora então, vai ficar pior.Abraços
Quando penso que já sei muita coisa de português vem essas novas regras para eu ter que aprender mais coisa. E o pior é para quem usa o Microsoft Word, que, ou eles lançam uma arquivo de correção ou vamos ter que mudar todo o dicionário ao digitar.
Boooa indicação, não conhecia este site… sem dúvida será útil por aqui.
e nós .. professores de Ensino Fundamental… como ficamos ?
O que posso ensinar e corrigir dos meus alunos de 1º á 4º série?
teremos um cursinho sobre a NOVA LINGUA?
é F. … com a licença da palavra .. PRA QUE ? ALGUEM ME DIZ … QUAL O OBJETIVO DESTAS IMPORTANTISSIMAS MUDANÇAS?
que texto sem graca e esse mano
Outra Vez no Português ?
Quando ouvi Maria Bethânia cantar o fado de Moraes Moreira, parcialmente transcrito abaixo, viajei na canção. Fiquei anestesiado e encantado com tantas palavras bonitas, mistificadas na voz da diva com sons prenhos de sal, terra, água, fogo, metal, ternura, amargura, paixão, saudade. Está no disco “Ciclo”, ano de 1983.
“Sonhei que estava, um dia,
em Portugal
À toa
num carnaval de Lisboa.
Meu sonho voa além da poesia
e encontra o Poeta em pessoa.
A lua míngua
E a língua lusitana
acende a chama
e a palavra luzia…”
Tantas mudanças na ortografia da língua portuguesa e ainda deixando um monte de exceções, dúvidas. Acho isso uma estupidez. Expressão como a seguinte do conceituado lingüista brasileiro, Prof. Dr. Evanildo Bechara, deixa-nos à deriva, em grande perigo de naufrágio lingüístico: “Dizer que o acordo é perfeito, não é. Mas futuramente podem vir mais mudanças para corrigir um ou outro problema que a prática e o uso da língua identificarem ”. Coitados dos professores de Português! Coitados dos alunos, de todos nós brasileiros e brasileiras!
Com todo respeito, há muita gente que não tem o que fazer, tentando facilitar a escrita da língua, sonhando que a ONU decretará nosso idioma como um idioma internacional. Agora vem uma nova parafernália de regras ortográficas, muitas de caráter altamente subjetivo como, por exemplo, a do emprego do hífen, ridícula para inúmeras palavras. Por exemplo, microonda atualmente escrita como correta passa a ser escrita micro-onda, só porque o prefixo micro termina com “o” e onda começa com “o”…e outras perplexidades. Ou quem sabe sugerirão fundirem-se as duas vogais para a palavra tornar-se micronda? Não se pode escrever microorganismo e microrganismo? Tudo isso está sendo proposto ou decretado em prol da chamada Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa.
Por que os outros países lusófonos vêm adotando, há décadas, a ortografia de Portugal e nós, não? E é engraçado que o Brasil sempre age espertamente e adora contar vantagem em tudo. Ah, mas só pouco mais de 0,5% de nossos vocábulos sofrerá mudança ortográfica e, em Portugal, cerca de 1,6% ! É gente muito longe de nossa realidade cultural criando facilidades ortográficas aparentes e esquecendo-se de que o brasileiro precisa de mais leitura, muita leitura de livros de bons escritores, e que sejam mais acessíveis ao nosso bolso. Mais incentivo à leitura, Brasil! Mais livros para nossa gente sofrida, pois aqui o livro é elitizado, é ainda muito pouco divulgado, está muito aquém de nosso glorioso futebol.
É necessária já uma aprendizagem melhor e mais dinâmica de nosso idioma nas escolas, com mais parcerias da imprensa e da mídia. Está tão esquecido, menosprezado. Não importa o nome que lhe queiram dar: Português Brasileiro, Português Afro-Brasileiro, Português Afro-Tupiniquim, Portinglês Brazileiro, Português Luso-Brasileiro, Português Europeu, Português Globalizado ou simplesmente Português, valendo para todos os lusófonos vivendo neste planeta.
Vamos relembrar um dos desastrosos crimes ortográficos cometido por uma plêiade de senhores e senhoras responsáveis pela normalização ortográfica de nosso idioma, na última ortografia de 1943, vigente até 1971. Eram leilões e leilões de palavras com acento circunflexo diferencial, com as justificativas mais estúpidas envolvendo verbetes no singular e/ ou no plural como, por exemplo, tôda, tôdas (pronome indefinido; toda, todas (nome de uma ave); podêres, para diferenciar de poderes ( plural de podere, uma túnica sacerdotal). Dá para a gente engolir tudo isso, sem engasgar , fazer careta? E é interessante que Portugal não entrou totalmente nessa síndrome de acentos diferenciais vigente até 1971. Só o Brasil a adotou indiscriminadamente.
Agora, além de um montão de chulices na ortografia das palavras, vem um novo malabarismo do uso do hífen. Parcimônia no uso do hífen, minha gente! Como traço de união, muito cuidado no seu uso. Antes de excluírem os hífens de milhares de palavras, vou comer, às pressas, meu pé-de-moleque na ante-sala e beber tranqüilamente minha coca-cola. Esta já pode ser aportuguesada, e duvido que lhe tirem o hífen.
Não entendo, por exemplo, porque marketing, palavra usada a todo instante no dia-a-dia, já inserida até em nome de disciplinas escolares oficiais, não foi ainda aportuguesada para márquetim. Deve ser porque perde o encanto da propaganda, o segredo de suas malícias e manipulações mercadológicas , o charme visual da escrita mantida em inglês ou talvez a falta de uma tradução coerente para ela. As pizzarias agora anunciam em letreiros luminosos: “Fazemos delivery”. Não sou nenhum xenófobo para contestar, mas isso demonstra, de certa forma, o descaso pelo nosso idioma riquíssimo de palavras próprias que traduzem bem nossa linguagem cotidiana.
Ai Portugal de meus sonhos, quanta imbecilidade imiscuída na tua Língua, na nossa Língua! Com essa brincadeira lingüística, somam-se hoje milhões de livros, revistas, etc. que já passaram à condição de obsoletos ortograficamente. Não bastando isso, ao longo dessas últimas quase quatro décadas, novamente mais milhões e milhões de livros, documentos, matérias de imprensa e mídia, etc. terão o mesmo destino de seus antecessores com a nova ortografia supostamente mais fácil e até futurista. Será mais um lixão ortográfico nas bibliotecas, livrarias-sebo, noutros locais por esse mundão afora. Imaginemos uma reedição da Bíblia nas suas múltiplas versões em Português! Imaginemos o mesmo para grandes enciclopédias, todo o acervo literário de interesse às novas gerações! Agora estou questionando apenas o aspecto econômico dessa trama lingüística. Quanto custará tudo isso em reais, euros ou dólares? Já se tem pensado nisso? Quem pagará a conta? Eta vaivém de ortografias portuguesas! Será que vamos ficar mais cultos com essa reforma?
Como brasileiro, sinto-me afrontado com essas mudanças ortográficas cheias de exceções e justificativas altamente subjetivas, embaladas em sonhos utópicos de um Português todo uniformizado, canonizado pela ONU como Língua Universal. Será um prejuízo intelectual e material incalculável.
De 1911 até o presente, já estamos indo para a quinta ortografia do Português, e, pasmem, o acordo para esta última ainda não foi totalmente ratificado por Portugal e todos os demais países da Comunidade Lusófona depois de dezoito anos de ensaio. Continua polêmico, com inúmeras exceções não-convincentes, como se nas nossas escolas o ensino do Português estivesse incentivando a leitura de nossos irmãos lusófonos de além-mar, com suas ortografias originais (Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé, Príncipe, Timor- Leste, Portugal) que seguem a de Portugal.
Há poucos dias, comprei numa livraria-sebo um livro do escritor Irving Wallace, O Prémio, uma primorosa tradução do Inglês (The Prize) para o Português por gente portuguesa, com certeza. Dias depois, numa livraria do centro de São Paulo, encontrei uma outra tradução do mesmo livro tendo na capa o título: O Prêmio. Folheei-a rapidamente e percebi logo que se tratava de uma nova tradução feita por brasileiros. Não era a dos tradutores portugueses que possuo ajustada à nossa ortografia atual. Acredito que a segunda tradução deve ser muito boa, pois temos também tradutores excelentes em nosso país. Não a comprei, pois não vejo nenhum impasse na ortografia genuinamente portuguesa confrontada com a nossa. E a acentuação diferente de ambos os títulos? Sem importância, penso eu.
Nosso Brasil tem de tomar mais vergonha na cara, parar com tanta demagogia pseudo-intelectual de ficar reinventando ortografias e fazendo vista grossa para um ensino e uma aprendizagem decadentes do Português. Vamos ver a reacção de portugueses a ler o tal acordo numa bicha à espera do ónibus, loucos por chegarem a suas casas e assistirem à estreia de nossa nova futura novela da Globo, O Mandachuva.
No início dos anos 60, o Latim foi abolido das nossas escolas de ensino fundamental e médio, o Francês começou a ser descartado , Música e Canto Orfeônico… adeus . Para que serviam tais disciplinas? Para quê? Que pena! Foi uma perda cultural inestimável. Ficou tudo bem, e cadê os protestos?
Quero deixar bem claro que não sou contra inovações na Língua ou a favor de um conservadorismo petrificado. Estou ciente de que ela não deve ser uma comunicação presa a um monte de regras rígidas gramaticais e ortográficas, tampouco algo estagnado. Aliás, a Língua não é propriedade de uma minoria ou casta privilegiada; a Língua é do povo, que merece muito respeito. Temos de viver ajustados ao mundo contemporâneo, globalizado, robotizado, informatizado, porém preservar mais o maior patrimônio cultural de uma nação: a Língua. Esta não deve ceder a interesses escusos e famigerados pelo consumismo de tudo, pela sede do poder de tecnocracias.
Será que a tal nova ortografia do Português lhe será benéfica, em nível de torná-lo um idioma internacional como o Espanhol já o é? Quais os verdadeiros interesses atrás dessas mudanças? Imagine os Estados Unidos e a Inglaterra tomando atitudes similares em sua Língua anglo-saxônica. Como seria a reação de seus cidadãos? Passiva como a nossa?
Acho que a edição de um grande dicionário e um vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa confiáveis, com os verbetes do Português escritos no Brasil em paralelo com os equivalentes escritos em Portugal – caso haja divergências ortográficas entre si –, a coragem de consultar boas gramáticas, muita leitura no vernáculo, tudo isso já poderá trazer mais benefícios culturais ao nosso povo do que toda essa reinvenção ortográfica que estão querendo impor aos povos lusófonos. Daqui a pouco, vão propor mais facilidades/dificuldades da ortografia do Português, abolindo-lhe, por exemplo, o ç e substituindo-o por s ou ss; s ou x entre vogais soando como z nas palavras passará simplesmente a z; acentos diacríticos e outros serão eliminados totalmente; abolir-se-á o h iniciando qualquer palavra; j com som de g, para quê? Ch não chia como x? Substituamo-lo então por x numa escrita globalizada… e outras mais . Se entrarem tais novas regras em vigor, que bom será algum poeta desabafar seu inconformismo, sem medo da etimologia , da tradição, da métrica, das rimas perfeitas nuns versos assim amargos e irônicos :
“Hão de rolar cabessas de assassinos
deste idioma que Camões cantou
em versos épicos , la no seu ezilio…
Oge ele e escrito sem qualquer pudor.
Por que mudar desmezuradamente
a ortografia de incolumes vocabulos
que mal não fazem aqui nem la na Xina,
tampouco em Mossambique e Portugal?
Quem sabe essas mudansas vão levar
a nossa Lingua ao sonho idealizado
de ser como o Ingles ou o Espanhol:
um idioma internacionalizadol”.
Desculpem-me algum erro histórico, relacionado a reformas ortográficas, que, porventura, tenha cometido. Para relaxar um pouco, já se pode até repetir literalmente o que a personagem revivida de D. Gislaine diria no Zorra Total , um dos programas humorísticos da TV Globo apresentado nas noites de sábado: “Etimologia e tradição em ortografia de palavras, meu filho, para quê?… Mas isso não te pertence mais”.
Jean Calbrant (um amante da língua portuguesa)
São Paulo, 28-9-2008.
EU SEI Q Ñ SOU A ÚNICA Q PENSA ISSO MAIS Q É FALTA DE IDÉIA E DE Ñ TER OQ FAZER É! PRA Q MUDAR NOSSA ORTOGRAFIA? ISSO É UM ABSURDO! E O PIOR Q TUDO FICOU RIDÍCULO! E OS ACENTOS Q SÃO PARA DIFERENCIAR AS PALAVRAS? POR EX.:PARA-PÁRA/PELO-PÊLO
E O ÍFEN? tisssss…NADA A VER! JÁ EXISTIAM PALAVRAS COMPLICADAS E AGORA EU PRA ESCOLA E VOU ESTAR ACHANDO Q O PROFESSOR ESTÁ TENTANDO BAGUNÇAR A MINHA CABEÇA!
É….FHKDFGKDJHFGCCFBDSGYBVGBKDGVDIFGU
É MUITA CONFUSÃO PRA MINHA CABEÇA! E EU AINDA VOU PARA A 5ª SÉRIE! Q SACO MEU!…HGFVJDX
Acho um absurdo estas mudanças.É como o caso do 5º ano primário: tiraram e depois viram que ele fazia falta e voltaram atrás.
Se os alunos já não sabem nada com a ortografia, agora, antiga, vão saber muito menos com esta.
Eu sou, completamente, contrária à mudança.
Enfim, temos que engolir: eles mandam…..
Não gostei dessas mudanças
eu estou na quinta serie
e terei que aprender essas
palavras de novo.
Acho que essa mudança na ortografia tem muito dinheiro envolvido, vejamos quem pensou que ia ser fácil enganou-se, quantos livros, programas de computadores milhões, terão que ser mudados, além de outras e etc….
De quem foi essa idéia ou melhor ideia, de fazer mudança na ortografia, em prol de que? talvez seja a vontade de alguns prevalecendo, pois não tinham o que fazer então resolveram se comparar com Santos Dumont, invencionismo da Lingua Portuguesa, ou melhor Capitalismo seria a palavra,sabemos que vai gerar um lucro incalculavel…que maravilha, tem gente rindo atoa…com tanto dinheiro em jogo..nem precisa jogar na Mega-sena ou seria Megasena…Vamos abrir o olho meu povo…
BOM DIA!!
meus amigos leitores!!
eu achei bom!como na globo foi dito:
para nós dessa gereção não tiraremos nenhum proveito ,más para nossos filhos, netos, ou até nossos irmãzinhos pequenininho. será ótimo.
Pois eles vão se adapitar bem mais rápido, fácil á linguá portuguesa
devemos aceitar essa mudança por nós e principalmente por eles!!!
FICO POR AQUI: BRUNA DE CARVALHO KOCH
bruna_morena18@yahoo.com.br
Mudanças sempre são necessárias para o enriquecimento cultural, mas precisamos nos adequar para não tumultuar a cabeça daqueles que já não conseguem entender nem o básico.Acredito que se tivessem extinguirdo totamento a acentuação, ou se pelo menos não existisse mais o hifen não teríamos tantas dúvidas e erros, puxa, já errei, escrevi hífen sem acento, confundi.
Achei muito bom as mudanças ortográficas na lingua portuguesa, afinal a nossa lingua não é morta. Porém seria muito melhor se outras coisas mudassem também como por exemplo: as atitutudes de alguns políticos, o povo na hora de votar tivesse mais conciência, as diferenças sociais, quem sabe isso acontece.