
O fim de uma era
PREFÁCIO
Esse ensaio surgiu quase que naturalmente, quando fui abordado por uma dupla-caçadora-de-fiéis da igreja Testemunhas de Jeová e respondi à pergunta que me fizeram (que praticamente é metade deste ensaio) Acontecimentos que ocorreram no mesmo dia – mais tarde – completaram a linha de pensamento e preencheram o resto do texto.
Às 9:17 da manhã do terceiro domingo de julho, chega pela porteira duas mulheres de cabelos embaraçados e compridos, mal cuidadas e com saias até as canelas. Se apresentam. Uma delas tira uma pequena bíblia do bolso e pergunta “Porque você acha que o mundo hoje não se preocupa com o amor?”. Ora, essa foi quase uma pergunta retórica. Sem contar o fato de que ela já me fez uma pergunta criando uma opinião que talvez eu não concordasse. Era obviamente uma introdução para os ensinamentos bíblicos que ela iria pregar em seguida. Mas ela esperou que eu respondesse e, obviamente, esperaria que eu simplesmente fosse conivente com o fato. Mas ela recebeu – respeitosamente, diga-se de passagem – uma resposta mais complexa…
O FIM DE UMA ERA – ENSAIO SOBRE O MUNDO ATUAL
Duas gerações estão presenciando uma das mais rápidas revoluções tecnológicas da história. Uma mesma geração viu os discos de vinil passarem por fitas K7, CDs, Pen-drives e cartões de memória que cabem mais de mil discos de vinil dentro.
A internet foi inventada e popularizada. E desde então, tudo mudou. O reino da futilidade, do comodismo e da mentira se tornou o guia do mundo. Não que seja culpa da internet. Ela é só uma ferramenta. A mídia já havia pregado a futilidade como dogma das culturas há muito tempo atrás, mas a internet foi a ferramenta que ajudou a disseminar e fortalecer tudo isso.
A falta de perspectiva, as mentiras da vida, as exigências sobre-humanas impostas às pessoas, as morais falidas, a tristeza, a dor, a falta de amparo e principalmente a banalização do amor de uns pelos outros criou pessoas assim: sem vida, sem sentido. As pessoas dizem “te amo” aos seus parceiros, e alguns dias depois estão na cama se entregando de corpo e alma para outras pessoas, amigos dizem “se amar”, e boa parte deles não estará presente quando for preciso, as igrejas dizem que “Jesus te ama”, mas ele leva seus familiares e deixa crianças morrerem de fome. Então porque se preocupar com o amor? Ele é só uma palavra. Uma palavra para ilustrar centenas de sentimentos ou interesses à escolha de quem a usa. Ele não possui uma definição. E tudo isso forma a era da futilidade, do grotesco e do mal gosto.
A tecnologia avançou tão rápido que não conseguimos nos adaptar ainda. Estamos aprendendo. E aprender se resume em cometer vários erros.
O que vemos hoje é um povo mais interessado em pessoas se expondo ao ridículo para ganhar alguns minutos de fama do que no ridículo que está se mostrando o governo. A internet virou uma fazenda desse tipo de pessoas: se expor, se ridicularizar, fazer de tudo para ser citado, ser visto pelos seus semelhantes mesmo que de forma pejorativa – É a necessidade de auto-afirmação, de se sentir vivo, de se sentir melhor do que é.
As músicas hoje, em sua grande parte, não possuem mais genialidade, nem mesmo letra… só palavras que parecem ter sido inventadas na hora. O talento é pouco reconhecido entre a massa popular, mais vale a fama, a estupidez.
As pessoas querem ser ouvidas custe o que custar, falam pelos cotovelos, soltam asneiras inacreditáveis em busca de um reconhecimento, de um aplauso.
Minha geração cresceu no mato, no quintal, jogando bola na rua com sandálias Havaianas determinando a área do gol, nas aventuras pela cidade, nas brigas de turminhas, na liberdade dada pelos pais de crescermos aprendendo na marra o que é o mundo lá fora – televisão só duas horas por dia – no máximo (que era a hora dos desenhos animados) – He-Man, com suas lições de moral no fim, Caverna do Dragão com todo um mundo de magia e trabalho em equipe…
As crianças da geração de hoje – principalmente nas cidades grandes – mal sabem o que é quintal, não conseguem imaginar a rua como um campo de futebol, a rua é só o caminho que leva à “nova diversão”: as lan houses, os shoppings. Mato? “Não entre aí menino, é cheio de carrapatos e bichos venenosos!”. Raramente vemos crianças sozinhas em lugares que não são 100% seguros. Estão sempre acompanhadas dos pais super-protetores, para em seguida voltar para casa e gastar horas e mais horas em frente à televisão, engolindo programas como Teletubbies.
A nova geração mora num mundo mais perigoso, mais violento, mais denegrido… Será? As escolas diminuiram a rigidez, vêem toda criança, por pior que seja, como especial, e mostram isso para ela. Ao invés de penalizar tentam mostrar que aquilo não é algo “legal” a fazer, ao invés de aplicar a autoridade e a hierarquia, deixam os professores como iguais, como meros empregados que podem ser demitidos por causa das reclamações das crianças – e isso se estende às universidades.
Nada contra. Talvez, quem sabe, essa seja a forma “certa” de educar? Mas para que isso se torne algo bom, é preciso que toda a sociedade e todo o mercado de trabalho também entendam isso – o que não acontece. Assim, as “crianças especiais” se formam completamente despreparadas para a selva que é a vida, onde ninguém é especial, você é bom ou é ruim, é promovido ou despedido, é penalizado, é colocado num meio hierárquico e não tem ninguém para lhe amparar quando seu patrão lhe chama de burro e incompetente e te torna um desempregado. Onde está a diretora da escola para dar outra chance? Onde está o professor bonzinho que vai te dar uma “ajudazinha” nas notas para você conseguir passar na prova do emprego para voltar para a empresa?
Aqui no Brasil as pessoas gastam mais com Big Brother e porcarias derivadas do que com investimento, com ajuda aos necessitados, às ONGs ambientais. É uma necessidade impressionante de ver a vida dos outros indo por água abaixo, é o gozo com a desgraça alheia, é a chance de ter de quem falar mal.
A futilidade vence. Talvez ela seja somente um paradigma momentâneo nessa troca de eras. Se não for – estamos lascados. Pseudo-celebridades surgem a cada momento na internet e fazem tanto sucesso que algumas vão para a televisão, pois é o que o povo quer – Viva a Sttefany, ela venceu!
POSFÁCIO
-Obrigado pela atenção. Tchau – disse a religiosa da Testemunhas de Jeová e foi embora.
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Amor… essa pra mim, é uma palavra que muito mais do que outras, foi banalizada. Tantos dizem com tão pouco sentimento, e é futilmente usada para se aproveitar da falta de auto-estima que vejo por ai, acho que o sentimento é uma coisa sublime e não importa se você a verbaliza ou não. Como diz a música More Than Words, o que quero são mais do que simples palavras gostaria que me mostrasse, acima de tudo, como se sente e pra isso não seriam necessárias nem palavras bastaria viver e deixar-se levar pelo sentimento.
Foi mais ou menos o que eu disse a uma moça quando ela me perguntou por quê não usava a palavra amor… e o que me veio a cabeça quando li o post, eu conheci o blog a pouco tempo e ja o vasculhei por inteiro, aguardo ansiosamente o próximo cast. Muito bom o post, parabéns Christian
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que comentario mais inoporturno heim!??? vai estudar mais php e veja o que é amor pela linguagem de programacao!!!
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Concordo com tudo!!!!
Vc me deu um susto.. na hora que eu vi o título achei que vc tivesse se despedindo e fechando o Escriba.. haha
Ainda bem que não foi isso!!!
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Acho simplesmente odioso essas pessoas que ficam dando este tipo de respostas as pobre senhoras religiosas.
Isso não se faz!
Muito provavelmente, no mapa de infiéis a serem visitados, sua casa será circulada de vermelho e anotações de perigo.
Estou até vendo.
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Você acha, então porque não reza por nós e garante meu lugar num tal de céu?
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Uai Geek,
você precisa pôr o alarme de sarcasmo… rsrs
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Desconfiava desta afirmação =)
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Acredito sim no Amor, senão nada muito significativo tenho pra fazer na terra. Mas eu sou de uma geração mais romantista, onde nos amavamos de verdade como voce disse onde um professor era um professor linha dura e nos aprendiamos, onde um aluno não era especial, era alguem que estava se preparando, não estou dizendo que o ensino de hoje seja melhor ou pior, estou dizendo que nos seres humanos pioramos, nos estamos mais insensiveis, mais crueis, mais vulgares.
), mas o mundo esta mais sujo.
Hoje mulher bonita é a que aparece mais pelada e sem pudor na tv (não sou contrar isso tambem
Hoje um adolescente diz que ama so pra poder ir pra cama com a amiga e ter sexo barato e vulgar. pra poder depois dizer a mesma coisa pra proxima amiginha.
Sabe o mundo esta mesmo se acabando… Triste. Mas eu ainda amo! Mesmo que seja so pra me iludir, mas se não tiver isso não tenho mais razão para viver
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Vou remar um pouquinho contra a corrente: estamos em uma era de muito, muito amor e preocupação com o próximo. Aliás, é provavél que em nenhuma outra era tenhamos nos preocupado tanto com nossos semelhantes quanto hoje.
Ou devemos comparar nosso “mundo perigoso e fútil” de hoje com a época em que o povo pagava para ver duas ou mais pessoas lutando até a morte? E quando não gostavam do resultado da luta, jogavam o vencedor aos leões. Perto disso, Big Brother é um ápice de cultura e bom gosto.
É distante demais voltar ao Coliseu? Passe então pela inquisição, holocausto, colonialismo e ditatura militar, você vai chegar a conclusão que vivemos na época mais amorosa que já existiu.
Se tem algo que se repete com a história, é a velha geração reclamando da nova geração. As afirmações “o mundo está mais perigoso”, “mais fútil” e “menos culto” são proclamadas abertamente desde a Grécia Antiga.
Hoje podemos não ser o ideal de ser humano, mas pelo menos não é mais tão comum jogar outras pessoas às feras, o que já devia ser considerado um grande avanço.
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Com todo respeito Fernando, discordo de sua opinião.
O Cristian não disse que tenhamos pouco amor hoje em dia, disse que o amor está banalizado. Hoje se ama por interesse, se perdeu o sentido real da palavra.
Onde você acha que hoje em dia somos melhores que no passado? Quando assistimos Big Brother em vez de leões comendo gladiadores? Pra mim é a mesma coisa: entreterimento bizarro e sem sentido.
Hoje vivemos numa sociedade cada vez mais individualista. Amor é se importar com o próximo. Não vejo isso nas ruas, é sempre “primeiro o meu”, “sai da frente que vou passar”. Não existe mais “com licença”, “por favor você primeiro”.
Novas gerações inevitavelmente sempre vão ser criticadas pelas velhas, mas isso não faz delas melhores. Criticar é importante, é o que faz refletir e crescer.
Excesso de amor faz com que não se critique as crianças, as pessoas superprotegem. E isso é só uma das faces da distorção do amor.
Excelente texto Cristian, como sempre.
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Veja você , uma ovelha desgarrada…
daqui a pouco alguém te joga ao leões rsrs …
é só esperar
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Concordo com a Adriana, e acrescento: a sociedade viveu um momento em que o amor pelo próximo cresceu. O problema é que desde então ele se banalizou.
Foi como se os povos tivesses lutado por amor, e alguém disse: “Você quer amor? Então toma!” e então veio esse excesso desconstrutivo…
Entre outras coisas, tudo funciona de forma a nos anestesiar para suportarmos o que condenamos. É so pensar, o presidente do senado foi acusado por 11 fatos irregulares, e foram todos arquivados… Teve um presidente da república que, graças às mesmas pressões da mídia, pediu pra sair por muito menos…
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Christian faz tempo que você não da sinal de vida xD estava preocupado já, sério, por mim eu lia, escutaria e comentaria todos os dias aqui, xD mais sei que o tempo é curto né? to loco pelo proximo podcast, digamos que é o que faltava na minha vida, sério mesmo estou admirado por tudo que encontro aqui xD, bom eu não tenho religião, mais acredito em Deus, vai saber as veses eu acredito por medo, medo que as respostas para perguntas sem respostas não são respondidas xD se é que me entende =/
Eu precis acreditar afinal é menos tolo aquele que acredita, por que se ele existe vou ser menos punido que aqueles que não acreditão xD e por ae vai, um circulo de duvidas um mundo sem respostas.
Lembro uma vez que uma testemunha de jeova veio a mim e eu perguntei, quem criou Deus? Ela então me disse que tal pergunta não deve ser respondida por que Deus quer assim o.O
Então tá né!?
Como se diz meu sensei Christian, fiquem todos em paz ^^
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“…é provavél que em nenhuma outra era tenhamos nos preocupado tanto com nossos semelhantes quanto hoje.
Ou devemos comparar nosso “mundo perigoso e fútil” de hoje com a época em que o povo pagava para ver duas ou mais pessoas lutando até a morte? E quando não gostavam do resultado da luta, jogavam o vencedor aos leões. Perto disso, Big Brother é um ápice de cultura e bom gosto.
É distante demais voltar ao Coliseu? Passe então pela inquisição, holocausto, colonialismo e ditatura militar, você vai chegar a conclusão que vivemos na época mais amorosa que já existiu.
Se tem algo que se repete com a história, é a velha geração reclamando da nova geração. As afirmações “o mundo está mais perigoso”, “mais fútil” e “menos culto” são proclamadas abertamente desde a Grécia Antiga…”
Falou e disse bem.
Para mim o que acontece hoje é NORMAL, é o ciclo do ser humano. E outra coisa MUDANÇA, o ser humano sempre quer MUDAR, nao importa o quao bom esteja, ele vai querer MUDAR, antigamente se reclamava, hoje se reclama dizendo que antigamente era melhor! Não tem logica, a sociedade caminha para o lugar certo.
Sim existe muita futilidade, mas tambem existe muita gente bacana querendo ajudar.
Nunca se preoucupou tanto em educação como atualmente, os países mais pobres do mundo estão investindo em educação como principal foco.
Hoje existe BANCOS que so emprestam dinheiro para pobres.
Muito se luta hoje para reciclagem de lixo!!
No mais é isso.
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Ao menos serviram pra alguma coisa, te levaram a escrever um excelente artigo seu Escriba. Parabéns e que mais dessas pessoas apareçam por ai na tua porta, assim seremos sempre agraçiados por seu belo texto.
Abracos!
PS: Mas se cansar solta os “pastores” alemaes nelas que tambem vai ser divertido. >:)
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Christian, veja essa letra, o nome da música é Kingdom of Loss, da banda sueca Pain of Salvation, de um álbum lançado em 2007:
http://letras.terra.com.br/pain-of-salvation/859902/
É mais uma critica ao capitalismo, mas esse álbum inteiro deles foi um chute no balde, criticaram até não poder mais =D
Eles estavam tão revoltados quanto você, mas eles não se controlaram e chegaram a esse ponto:
http://letras.terra.com.br/pain-of-salvation/862952/
Ótimo artigo, Christian, e estamos todos à espera do próximo podcast, abraços.
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UAHSUAHSUA,
Eu ri imaginando a cena. Realmente, esses pregadores que visitam as casas não esperam e nem estão preparados para um confronto direto. Apesar da boa intenção, são pessoas com pouca instrução acerca do que defendem. Me lembro de tirar no “par-ou-ímpar” para não ter que ir atender a porta quando era criança.
Futilidade, amor, torrentes de informação. Tudo isso deveria ser fonte de nutrição. Mas, como são mal processados, não conseguimos sintetizar e absorver nada. Isso quando não ficamos entalados.
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Tadinha da mulher… Ela foi pra falar, e acabou ouvindo.
Quando a pessoa se mostra instruida em frente a eles, os tais acabam desistindo.
Acho q minha geração não é inferior a de vocês, a final, quem nós deu educação e é responsavel pelas nossas atitudes (tais como : não nós enfurnar no meio do mato), são vocês que nos ensinaram assim.
Como já foi dito sempre a geração anterior criticará a posterior, talvez quando eu for mais velho farei o mesmo. Acho que as oportunidades hoje são maiores . E graças a Deus que nós não enxergamos maiis as ruas como campos afinal acabaria-mos atrapalhando o transito. Seria mais um motivo para nos criticar, afinal, hoje existem pracinhas para isso.
OBS: Eu tenho 14 anos, e já me entereço por esses assuntos que nos fazem pensar. Bom, e conheço muiitos como eu.
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Olá Cristian
Gosto muito das suas matérias e podcast, quase todos eles são ótimos. Seu raciocínio rápido e sua cultura são realmente notáveis, só que desta vez acho que você deixou uma certa lacuna…Se não vejamos:
“A dupla-caçadora-de-fiéis” da igreja Testemunhas de Jeová perguntou-lhe: “Porque você acha que o mundo hoje não se preocupa com o amor?”
Na sua resposta você afirma que duas gerações estão presenciando uma das mais rápidas revoluções tecnológicas da história.
Uma geração viu os discos de vinil passarem por fitas K7, CDs, Pen-drives até chegar nos cartões de memória…Desfrutou da liberdade dada pelos pais de crescerem aprendendo na marra o que é o mundo lá fora.
A outra, no entanto, apenas recebeu este legado (as lan houses, os shoppings e todas os “benefícios” da nova era…) e mal sabem o que é quintal, não o conseguem imaginar a rua como um campo de futebol… As escolas diminuiram a rigidez, vêem toda criança, por pior que seja, como especial, e mostram isso para ela. Ao invés de penalizar tentam mostrar que aquilo não é algo “legal” a fazer, ao invés de aplicar a autoridade e a hierarquia…
Será que esta nova geração desprovida de valores éticos e morais não é a resposta para o excesso de liberdade gozado pelas gerações anteriores? Será que não correspondem aos ideais que anteriormente lutamos para tê-los? E como você mesmo diz : “A internet foi inventada e popularizada. E desde então, tudo mudou. O reino da futilidade, do comodismo e da mentira se tornou o guia do mundo. Não que seja culpa da internet. Ela só foi uma ferramenta. A mídia já havia pregado a futilidade como dogma das culturas há muito tempo atrás, mas a internet foi a ferramenta que ajudou a disseminar e fortalecer tudo isso. Isto é, a culpa pela falência moral do ser humano não pode ser creditado na conta da nova, mas sim, da antiga geração…
pessoas como você e eu, que apesar das ideias brilhantes não fazemos algo para mudar a história ao nosso redor e resolvemos colocar a culpa nos outros, sobretudo em Deus…Talvez, simplesmente talvez, as “caçadoras-de-fiéis” sejam mais corajosas e fieis aos seus próprios pensamentos do que nós, pois em vez de ficarem de braços cruzados, vão à luta e procuram fazem algo para mudar o curso dos acontecimentos, ainda que este algo possa parecer ridículo aos meus e aos seus olhos.
Um bom dia e um forte abraço. do amigo Alfamelo!
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Christian,
Você provou que tem uma paciência de Jó e sabedoria salomônica.
Deus te abençoe!
Concordo com seu ponto de vista e espero que estejamos em transição realmente, senão…a gente não vai dar conta!
Abraços
Dayse
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Ótimo texto, na verdade, as Testemunhas de Jeová, são sim um povo treinado(discordando de alguns aqui nos Comentários), nenhuma outra religião baseia tanto seus principios morais na Biblia como as Testemunhas de Jeová fazem. É muito fácil dizer que sair de casa é ridiculo, quando se está com a bunda numa cadeira na frente do computador, vendo o mundo se acabando, por falta de valores éticos e morais. Acho que o trabalhos que eles fazem IMPRESSIONANTE.
Você pode até achar que se saiu bem com sua resposta Christian, mas tenha certeza de que ela se sentiu mais satisfeita ainda em saber que você percebe que a situação atual do mundo em geral não é nada amigável…
Só para debater..
Ótimo post! Grande abraço, sucesso!
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Christian,
o seu texto exprime exatamente a percepção que eu e muitos outros têm destes tempos internéticos, descontando a devida dose de saudosimo. Pena que somos minoria.
Para mim a salvação está nas artes, principalmente na literatura.
Parabéns.
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Christian, simplesmente vc é brilhante, mas, antes que nossa geração termine verei o senhor convertido a Cristo, quem sabe será um new Paulo.
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