O homem quer confundir seu deus
Há alguns anos atrás, quando ouvi pela primeira vez a expressão “pesquisa com células tronco” e a polêmica que vinha ao seu lado, resolvi pesquisar para descobrir o que era aquilo que gerava tanta discussão.
Essas pesquisas se resumem em utilizar células tronco para o reparo de tecidos e órgãos lesados. O que gera polêmica é o uso de embriões humanos para isso.
Mas aí entra o deus dos homens, que há muito tempo disse que era pecado matar. E por considerar embriões já como indivíduos, a igreja junto com os governos que seguem os padrões morais e éticos da mesma, vetaram e abominaram essas pesquisas.
É claro que até aí, dentro da crença religiosa, está tudo bem. Mas a coisa fica pior. Numa tentativa de se safar das chamas dos infernos e da perda de eleitorado, governantes tentam confundir seu deus e, principalmente seus eleitores. Um exemplo disso é a permissão, para se usar nessas pesquisas, embriões que foram gerados até certa data com propósitos de reprodução. Isso pode. Agora, GERAR embriões para o fim de pesquisas, não pode. Nessas horas se arregala os olhos e se pensa: Como assim? O que eu vejo é uma grande tentativa de virar para Deus e dizer: “Olha, já que esse embrião ficou congelado aí e ninguém quis, ele perdeu o prazo de validade e ia pro lixo de qualquer jeito. Mas prometemos não matar para esse propósito, só vamos matar o que já estava prestes a morrer.”
Digo “matar’ porque dizem que os embriões já são pessoas com almas e tudo. Eu mesmo não saberia dizer se é ou não é.
Experimente pegar um velho que não tem família e nem amigos, que está em estado terminal no hospital com só mais 2 dias de vida, e tentar levá-lo para seu laboratório para usá-lo de cobaia numa experiência para criar a cura daquela doença que o está matando. NINGUÉM VAI DEIXAR você fazer isso. Sabe porque? Porque dizem que isso é assassinato. Mas basta alegar que há precedentes nesse caso, quando permitiram usar um embrião congelado que ia morrer de qualquer forma para pesquisas.
Mas passemos adiante. Vi um discurso, no ano passado, do presidente G.W.Bush dizendo que abominava esse estudo de células tronco e que não ia permitir isso em território americano. O senado havia aprovado as pesquisas. Bush a vetou. Em seu discurso, ele apareceu cercado de beatas segurando seus bebês. E claro, uma deficiente física usando crucifíxo e sorridente como se sua paralisia fosse uma vontade divina, uma benção, uma prova!
O que acontece é que Deus, no ocidente, é a personalidade mais requisitada no mundo político. Por isso tentam fazer Deus se afiliar ao seu partido. Não vai demorar muito para “Se está comigo está com Deus. Então vote em mim.” ou “Deus é republicano. Seja você também”, “Faça como Deus, vote no PT”. Vão até exibir uma foto de Deus todo sorridente cumprimentando o canditado.
A América, assim como todo o ocidente, tem maioria cristã. Então clame Cristo para seu partido, é voto garantido. E lá vai bush jogar as esperanças de milhões de pessoas que contavam com essas pesquisas para se livrar da diabetes, do alzheimer e até mesmo para voltarem a andar. Tudo isso em nome de votos. Mas também para mostrar para Deus que, apesar de matar milhares em suas guerras pelo petróleo, ele não aprova matar alguns embriões para o bem geral da humanidade. E o que vejo nesses estudos é realmente isso. Matam (se é que pode-se dizer “matar”) alguns para salvar MILHÕES. E não é essa a causa das guerras? Arruinar um país e sua população em nome das outras bilhões de pessoas que poderiam ser vítimas de suas armas de destruição em massa?
Mas não vamos culpar Bush. Do lado dele existem muitos outros governates “em nome de Deus” que não querem saber dessas coisas.
Mas se dá para confundir Deus e fazer dinheiro com isso, então vamos lá - devem pensar eles. Assim ninguém vai pro inferno e ainda saem ganhando. Isso me lembra uma certa época de nossa história onde participávamos de orgias, nos embriagávamos, matávamos, roubávamos e aí, no domingo, íamos para a igreja, pagávamos algumas moedas de ouro e ganhávamos o perdão. Saíamos puríssimos dali, para podermos repetir tudo novamamente.
Até pouco tempo atrás, no Brasil, podia-se matar pela defesa da honra. É proibido matar. Mas se xingarem sua família, você tem todo direito de enfiar uma bala na cabeça do meliante. (Creio que essa lei caiu porque estavam com medo de juízes de futebol se tornarem assassinos em massa).
Ainda no Brasil, proíbem o aborto. Afinal é matar. É quase a mesma coisa sobre os estudos com células tronco. Então não pode. Na verdade, pode. Vamos confundir Deus de novo: Se você foi estuprada, você tem todo direito de abortar (foi o embrião que te estuprou?). Mas se você é pobre, não consegue sustentar nem sua cachaça, já tem 23 filhos e 15 deles estão presos porque você não consegue criar nem seu cachorro vira-lata direito, você NÃO pode abortar.
Li em algum lugar alguém dizendo que ao abortar você pode estar matando futuros presidentes, pacifistas, cientistas, etc. Mas pode estar matando também alguns serial-killers ou bandidos que arrastarão uma criança presa no carro. Então isso não é argumento.
Deus escreveu numas tábuas de madeira algumas leis básicas. Os homens as pegaram e as transformaram num gigantesco sistema judicial com várias exceções, variações, complementos, correções, etc.
Na verdade, não me importo nem com as tábuas e nem com o sistema judicial. O que vejo hoje é uma grande zona. E digo “zona” em todos os sentido possíveis que você puder imaginar para a palavra. Vejo uma arcaica igreja tentando aplicar suas leis arcaicas numa sociedade que está completamente perdida e sem rumo. É muita gente. É muita tecnologia. É muita diferença. A expectativa de vida dobrou em menos de 300 anos. Nas grande cidades, as crianças são criadas com preocupações que nem passavam pelas cabeças de seus tataravós. A informação chega a nós como nem mesmo Einstein conseguiria profetizar. Hoje conseguimos chegar a qualquer lugar 200 vezes mais rápido que qualquer pessoa há 200 anos atrás. Temos armas potentes e doenças incuráveis e terríveis. As culturas estão se fundindo em uma só. A população cresce, as florestas diminuem, a poluição aumenta. Enquanto isso, a igreja discute ainda o uso do preservativo.
Não é difícil enxergar o grande problema que a igreja e seus seguidores criaram, como uma bola de neve, na humanidade. Os governantes são ainda piores: usam a fé como desculpa para sua incompetência enquanto roubam e vomitam leis e discursos em “nome do todo-poderoso” para satisfazer a população cega pela crença.












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Fala Chris, concordo em gênero, número e grau. Depois eu volto para escrever mais. Grande abraço!
Pois é…
…tem os dogmas com fundamento, e os sem muito fundamento além da cabeça de alguem.
É um problema você definir o que é “matar”, já que eu não cumprimentar alguem na rua pode fazer esse ‘alguem’ entrar em depressão e se suicidar no dia seguinte (Exagerando um pouco, mas é pra exemplificar)
Outro problema é definir quando começa a vida. Se é no esperma, se é na 4ª semana, na 11ª semana, etc…
São dois termos que tem a ‘definição completa’ baseada na opinião de alguem. Nem na Biblia, nem na Toráh, nem no Alcorão, nem nos Vedas é especificado o que exatamente cada termo significa (Termos futuros, que hoje nem sabemos o que significa, talvez nossos netos discutam um dia)
Enfim, igrejas ou crenças novamente não tem nada a ver com as instituições. Quem apenas “frequenta” a instituição é quem tipicamente toma esse tipo de atitude de colocar na boca da religião que ela diz que isso é certo ou errado.
“Intituições” que tem um grande líder vivo (Catolicos ortodoxos orientais, catolicos romanos, Deus é Amor, Igreja Universal, etc) tem a praxe de “usar” a OPINIÃO do lider como regra. Levando em conta que todo humano é uma besta quadrada, isso é um grave erro, que causa grandes estragos no avanço da ciência, e na imagem da propria instituição (A opinião do papa visivelmente criou no Christian uma imagem de uma instituição furada, se houvesse outro papa, a opinião seria diferente, talvez o Christian estaria elogiando a instituição agora)
Insituições mais consciêntes tem suas equipes incumbidas de cuidar das “posições” da instituição. Alias, instituições conscientes tem POSIÇÕES, e não REGRAS.
Posições são mutaveis, de acordo com fatos descobertos. Varias instituições hoje tem a posição de aceitar mulheres de cabelo curto. A 50 anos a posição era de que cabelo curto era coisa de homem. Não vejo erro de alguem mudar de opinião ou posição. Levando em conta que toda instituição é formada por humanos, nada mais natural do que ter CERTEZA que algumas posições estão equivocadas.
Duro são as instituições que tem regras, livros de condutas, que não permitem a seus congregados discutirem essas possiveis mudanças de posição. (Vide extremistas pentecostais, extremistas muçulmanos, extremistas apostolicos romanos, etc)
As instituições que usam livros sagrados, (Biblia, Alcorão…) dia que elas encontrarem FUNDAMENTO nesses livro pra alguma posição que contradiga qualquer estudo científico, mudarão, com certeza, isso de “posição” pra “doutrina/crença”.
Quem se preocupa em conhecer as instituições antes de sair metendo o pau nelas sabe que POSIÇÃO/OPINIÃO não tem a ver com o lado espiritual da instituição, e sim a ver com o lado social da instituição, de ter opinião para tudo.
Os comungantes/congregados/membros das instituições cobram saber qual a “posição oficial” da instituição sobre cada assunto. Não é de interresse de instituição nenhuma falar asneira e ficar com cara de incoerente, então é do interresse de toda instituição o silêncio, principalmente para não ofender outras instituições, mas as pessoas LEIGAS cobram essas ‘posições’.
…e depois vem outros leigos na instituição reclamar que a posição está errada… como se a tal ‘posição’ fosse lei ou regra de (d)Deus(es).
Caro Rubem,
Acho que compreendi seu ponto de vista e, olhando por ele, te dou 220% de razão.
Mas vejo algumas coisas de modo diferente. Não creio que se possa desligar a instituição da religião em si. Principalmente se tratando dos cristãos. Papas vêm e vão, mudam alguns conceitos, adotam novas posições mas os dogmas não mudam.
Penso nisso imaginando um papa dizer “Aí, pessoal. Não precisa ir pra igreja para rezar. Fazer em casa ou no meio da floresta dá na mesma” Creio que assim a instituição estaria balançando violentamente as estruturas da religião que representa com uma simples fala de seu representante.
Se o papa representa seu deus na terra, ele próprio dita a religião através da instituição (ou vai querer discutir com o porta-voz de Deus?)
Bom. No mais, estamos de acordo!
Abraço!
heheh… por isso ninguem dialoga com essa instituição: “Sou “Deus na terra”, vai querer discutir comigo?”
Eu particularment acho essa umas das mais corrompidas instituições do genero (Fora Edir Macedo & filiais, isso é categoria profissional), não gosto muito de generalizações do cristianismo baseadas justo nessa instituição.
Tudo bem que os desvios muitas vezes são causados pela ignorância dos seus ‘membros’ (A teoria do limbo, Mariolatria, Soterolatria, Iconolatria), mas a instituição fecha os olhos para o que não deve (Demorou seculos pra negar o limbo) e mete o bedelho no que não é da sua area (Ciencia).
Dá realmente pra acreditar que essas grandes instituições religiosas preferem a ignorância das pessoas, e não apenas não tentam tirar as pessoas dela, com incentivam a submissão e a crença cega.
Desse mal sofrem os governos, a mídia, as classes abastadas, as classes letradas, as classes capitalistas, as classes comunistas, as classes pobres… No fim das conta todo mundo que se sentir sabedor de algo que os outros não sabem…
Juntando A com B dá pra transferir toda a culpa das instituições para seus administradores e seguidores, e a troca deles por outros não resolveria, enquanto ‘pessoas’ fossem responsaveis por essas instituições.
Tudo bem que é muito piegas ficar colocando a culpa sempre na humanidade, nos defeitos inerentes a todos os humanos… mas é muita coincidência citar os mesmos defeitos nas instituições e nas pessoas. Só vejo como ‘explicação’ a idéia que as pessoas moldam as instituições de acordo com suas idéias, e que (d)Deus(es) não tem nada a ver com a forma atual de varias instituições.
Aí cai denovo nessa questão de separar o lado social do lado espiritual das instituições… Até tem a definição de termos que a igreja cristão comunmente usa, algo como “Comunhão dos Santos” para definir a igreja invisível, ou melhor, a crença comum de varias pessoas (É mais profundo que isso na verdade), e a igreja visível, que seria esse conjunto de instituições, umas ‘furadas’, outras ‘falidas’, outras ‘vazias’, outras ‘emotivas’, enfim, uma instituição pra cada gosto, tentando explicar todas as facetas da fé, mas enfatizando uma. (Boa Vontade/Caridade, Frequencia nos templos, Contribuiçõe$, Convicção, Alegria, etc)
Vendo a história de cada instituição entendemos como elas se tornaram o que são… pelas mãos de quem passaram… Mas estranho muito, em pleno Sec. XXI, a classe letrada se comporta com relação a sua fé exatamente como a classe analfabeta: Ignorância. Pessoas que tem acesso a se informar sobre sua religião preferem continuar ignorantes, na maioria das vezes sincretistas por causa da ignorância, ainda por cima alimentando a massa de ‘idéias infundadas’ colocadas na boca das instituições.
(Vendo a audiência que dá futebol, BBB, novela e carnaval, a gente imagina de onde vem o incentivo a se aprofundar nas proprias crenças)
Dia que essas instituições tiverem membros/frequentadores/seguidores bem informados, as aberrações nas instituições com certeza diminuirão muito.
Tenta esquematizar mentalmente algumas mudanças nas instituições que você conhece, sempre evitando chocar os seguidores, nem perde-los pra ‘concorrência’… pra sentir o quanto a coisa é complicada
Os “líderes eleitos” muitas vezes tem as mãos amarradas, só podem seguir a correnteza, se aproximar de uma margem ou outra, seguir as curvas do rio, se exagerar nas manobras é capaz de afundar o barco, se for contra a correnteza começa a andar pra tras… O jeito então é aceitar sua situação e tentar fugir das ondinhas da agua, das turbulências nas corredeiras, fazer as curvas da maneira mais suave, por conforto dos passageiros.
É a parte dos seguidores das instituições que quer mudanças, emoção, revolução, etc… pra mim estão procurando no lugar errado. A “area” das religiões ocidentais diz respeito a outra vida, não dá pra reclamar que elas agem assim ou assado aqui, a função primordial delas não é cantar mantras pra acalmar alguem… isso é com a religiões orientais… já caridade, ação política, disseminação de conhecimentos, é função dos seguidores, não das instituições. O “erro” das instituições é não serem rígidas com seus seguidores nesses quesitos. Mas quem disse que eu quero minha instituição ‘rígida’, me enchendo o saco pra fazer caridade? Deixa isso pras ONG’s… minha instituição é só pra eu ir domingo… (Pensamento meu e da torcida do flamengo))
(E sempre aparecem uns que embarcam numa chalana achando que vão fazer rafting
Rubem, nesse sentido eu não vejo muita diferença entre instituição religiosa e ONG. A diferença é que as ONGs (pelo menos boa parte delas) não pedem nada em troca.
Já a igreja, a que preço faz benfeitorias sociais? “Vamos te ajudar, mas o único meio de sair dessa pindaíba catarrenta de vez é se tornar um adepto.”
Tudo bem que eles precisam do dízimo para manter o PAÍS deles, e com o trocado que sobra direcionar para os serviços à sociedade.
Ora, bolas. o único meio é se educar e trabalhar (por mais utópico que pareça). Mas para se educar é preciso que não só as instituições religiosas, mas como o próprio governo e principalmente os adeptos insatisfeitos do capitalismo (pudera serem todos) criem “dogmas humanos” para acabar com tudo isso.
Concordo com você quando mencionou sobre a generalização dos Cristãos tendo como base a igreja C.A.R., mas tudo é questão de olhar. Algumas igrejas que já conheci, mais pareciam organizações filantrópicas do que um templo religioso, mas ainda sim se baseiam na Bíblia como principal referência aqui na terra dos mortais. Até aí nada contra. O problema é que enquanto algumas tentam se desvincular um pouco desses ensinamentos tão simbólicos quanto confusos para incentivar uma busca pessoal pela interpretação, não só do livro sagrado, como também da vida, outras estão se agarrando mais e mais è ele com interpretações únicas que são passadas por seus ditos “sacerdotes”. Mas essa é uma outra discussão.
A questão da instituição X seguidor, por enquanto não estou de acordo. A instituição foi criada pelo homem, a instituição é, portanto, o próprio homem. Todos os defeitos dos homens estão presentes nas isntituições religiosas. Mas o problema disso tudo é que esses defeitos são amplificados e distribuídos em massa pelas ditas-cujas. E assim vejo as igrejas - não todas (já amenizando um pouco) mas a maioria - como enormes imposidores de e reforçadores de defeitos humanos que nos prendem - nos mesmos - sem nos dar chance de evoluir.
Mas aí entram - como você mencionou - os próprios “homens-letrados-sabedores-de-mais” que não querem educar nem passar conhecimento, a não ser de forma “Eu sei, e quero que você saiba que eu sei, mas não quero que você saiba o que eu sei”.
Tudo muito humano e primitivo. E esses senhores citados são, creio eu - no meu reles conhecimento sócio-antropológico - são uma das consequências negativas do nosso bloqueio evolutivo (até hoje não achei uma consequência boa…. ou melhor: a “ignorância é uma benção”).
… é… acho que você definiu muito bem, tudo parece que no fim circula em torno da “ignorância”.
Na verdade acho que não é o melhor termo, talvez ingenuidade ou inocência seria um termo mais de acordo.
Ouvi o último ImpressõesDigitais agora, não consigo deixar de comentar… A questão de “raça”. Quem criou o termo “raça”? É cor, é origem, é crença religiosa? É carga genética? Ou é convenção?
Uma criança que não sabe o que significa esse termo não vê diferença dela mesma pra uma criança ou pessoa de outra cor… Como ela não sabe a definição de ‘religião’, também não tem preconceitos com rabinos, muçulmanos, pentecostais ou ateus. Como elas não sabem nada de nações e povos, todo mundo é igual.
Esse tipo de “inocênte” que acho que é o ser ideal de(os) (d)Deus(ese). Mas talvez ele seja muito ‘manipulavel’ pelas instituições, religiosas ou sociais… Na vontade de se tornar “inocente” as pessoas se tornam ‘cegas’, ou melhor, são cegas mas se deixam guiar por qualquer um.
Não sei concluir a idéia pra saber se essa ‘inocência’ é tão maléfica… mas na igreja cristã há um enorme incentivo a ela (Tratei como submissão na resposta anterior, acho que não é o melhor termo, nem inocência. Talvez no fim das contas seja incentivado um meio termo… credulidade na instituição).
No histórico das instituições, que é algo palpavel/legivel, que temos acesso hoje, dá pra notar a forte “inocência” nos líderes no início (Seja a seculos, a decadas ou a meses atras), trocada por “malandragem” depois (Me falta outro termo… você deve ter entendido… algo como dar um jeitinho por debaixo dos panos). Testemunhas afirmam que o proprio Edir Macedo não era chegado em dinheiro no início da organização dele. Dá pra imaginar também que o inicio do Maometismo, Cristianismo, Budismo e etc não foi por questão financeira, e sim provavelmente espeiritual mesmo. “Quem” corrompeu, se foi o tempo, o homem, o mal ou o(s) proprio(s) (d)Deus(es), vai saber… só sabemos que de pouco em pouco virou isso que é…
Já ouvi algo como “Por mais que a (nossa) instituição seja corrompida, a pureza dos (nossos) seguidores mostra que eles são de Deus mesmo, e estamos no caminho certo”.
…não sei concluir isso… Provavelmente no futuro teremos definições melhores/mais praticas de “inocência”, ou “ser como crianças”…
Curto e grosso: “além d ser o ópio da humanidade, a fé, é o primeiro sinal da preguissa de estudar!”
A fé é o firme fundamento das coisas que não se vê e sim se esperam.
Vocês acreditam na chuva, no sol, na vida,na morte? Quem criou tudo Deus ou Diabo?
Sim! Nós!
é interessante em certo aspecto esse artigo….mas em resposta geral, a fé é pensar e muito mais alem do que um ciclo determinadamente academico…..a fé não é o ópio do povo, a ignorância essa sim….em diversos aspectos e comentários
Hum… como o termo “fé” virou sinonimo de “cegueira” né?
Não dá pra negar, muitos, talvez metade das pessoas, tem ‘fé’ como coisa pra analfabetos/iletrados.
Uma parte bem pequena, minúscula, de ThD’s e PhD’s muda de convicção religiosa após suas diplomações, então acho que não é o “estudo” que afasta ou aproxima alguem da fé.
Já as instituições… bom… só vejo gente “que não conhece” reclamar tanto delas. Depois de conhecer na prática os problemas das instituições, e as impossibilidades de mudanças acessiveis, os mais cautelos só ficam quietos. Se não podem sugerir nada prático, não resolve nada falar que ICAR e IURD são corruptas, ou que os adeptos delas são analfabetos… Adentre numa delas e tente educar essas pessoas e propor mudanças…
bla bla bla, é o que vemos muito hoje em dia. Mas querido Rubem, não é sobre acabar com bla bla blas que estamos discutindo tanto.
Gostei dos termos que usa ICAR e IURD, e principalmente quando vêm seguidos do adjetivo corruptas. Mas não seria isso uma generalização de sua parte? E você mesmo não disse lá em cima que não gostava de generalizações?
Fazemos estereótipos de pessoas crentes (falo crente não de quem freqüenta a Igreja Universal, mas sim aquele que crê em algo) como alguém cego que abaixa a cabeça para tudo que ouve seu pastor/guia/padre/guru/sacerdote/mestre/rabino/o-cacete-a-quatro falar. Mas será que é assim mesmo? Onde entram então as pessoas queimadas na Santa Inquisição ou a Renovação Carismática Católica, ou os Agentes contra o Santo Ofício, etc… etc…
Será que realmente não há divergências de opniões entre extremistas? Então porque categorizar Sunitas e Xiitas?
Concordo quando diz que alguém diplomado perde a fé, mas não perde a fé por que passou a enxergar as coisas. Perde a fé quando acredita que a partir daquele momento não precisa mais de Deus em sua vida.
Afinal quem é esse cara que a gente chama de Deus, se não alguém para culpar quando a coisa fica barra pesada? Ou alguém para implorar perdão quando temos consciência do erro mas não queremos admitir.
E aceitemos, todos temos fé e somos cegos. Ou alguém nunca levantou a mão pro céu e pediu uma prova da existência (D)dele? Sinceramente isso já é uma alienação, uma cegueira: fé.
Manda quem pode obedece quem tem juízo. Uso esse lugar comum infelizmente como uma desculpa, Católicos podem sim ser submissos ao papa, mas afinal ele não é o chefe? Assim como todos somos submissos ao chefe de nossas empresas. Se gostamos tanto de nosso salarinho no fim do mês e todos esperamos por uma promoção no fim do ano (encaremos isso como o paraíso após a morte) mesmo que nosso chefe diga que o céu está roxo com nuvens cor-de-abóbora vamos abaixar a cabeça e dizer “Sim chefinho, e vejo elefantes multicoloridos também” … mesmo que por dentro tenhamos convicção de que o Céu é azul e nosso chefe é um idiota… mas afinal, se não fosse idiota não seria chefe.
Falo como Cientista, como crente (e antes que digam qualquer coisa sou Espírita Kardecista), como estudante de Quântica e Parapsicologia: você está longe da verdade, seja você quem for. Pesquisas com células tronco, quem é certo quem é errado. São coisas que vamos ter que esperar outro Jesus descer para responder.
Se não vier Jesus, serve alguém com a mesma influência da Madonna ou o nosso chefe.