O Incrível Milagre das Relações
A gestação, o nascimento, a morte, o sobrenatural, a doença, a cura, a sociedade. Tudo isso é muito impressionante. Mas o que mais me impressiona, o que mais me fascina em toda nossa curta existência é o relacionamento entre as pessoas. Ou melhor: O Milagre das Relações. Talvez ache interessante, principalmente, por causa de um motivo: Esse relacionamento só é como é por causa do nascimento, da morte, do sobrenatural, da doença, da cura e da sociedade.
Algo tão cotidiano, tão constante e presente em nossas vidas passa tão despercebido que raramente prestamos atenção. Mas acredite em mim: cada “Oi” que você dá para um desconhecido, ou cada encontro com um conhecido, ou vice-versa, é um grande, misterioso e fascinante milagre que muda todo o mundo.
Porque? Alguns podem chamar de “inevitabilidade”, outros de “caos” e, na verdade, ambos estão certos. As relações travadas entre as pessoas é a principal engrenagem de nossa civilização, tudo que existe hoje, todas as maravilhas, todas as catástrofes, tudo, digo, tudo criado pelo homem, é resultado das infinitas conexões feitas uns com os outros, mesmo que seja somente um “Oi”.
Siga essa linha hipotética: Mark se encontra com Anton, por acaso, na rua, depois de algum tempo sem se verem, se cumprimentam e conversam um pouco -> Se despedem. Mark continua seu caminho para casa, conta para a esposa que encontrou Anton -> A esposa de Mark lembra-se, então, que ficara devendo uma receita para a esposa de Anton e resolve ligar para a mesma. Depois de alguns minutos de conversa elas decidem se encontrar num shopping para fazer compras -> No shopping, ambas entram em várias lojas -> Em uma das lojas, a esposa de Mark esbarra em um senhor de idade e pede desculpas. O senhor diz para que ela não se preocupe e que a conhece de algum lugar -> Depois de conversarem um pouco, eles descobrem que se conhecem de um jantar da empresa de Mark. Aquele senhor é o chefe de seu marido. Eles conversam mais e ela conta do projeto de Mark que não fora aceito pela gerência, mas que ela tem certeza que é um excelente projeto e que não foi aceito por inveja. -> No dia seguinte o chefe de Mark solicita que ele leve o tal projeto diretamente à diretoria. O projeto é aceito, Mark é promovido e tem um volumoso aumento de salário.
Tudo isso porque Mark se encotrara com Anton, por acaso, na rua.
O exemplo ilustrativo acima, é somente uma pequena gota desse “efeito borboleta” das relações, pois não foi somente a linha de Mark que fora influencida por essas conexões. Todas as pessoas que cruzaram com ele, com sua esposa, com seu chefe e travaram uma conexão, com certeza tiveram sua reta modificada através de um efeito criado por uma - ou todas - conexões anteriores.
A história está repleta de personalidades com exemplos claros do que digo: Hitler, quando jovem, fora recusado na Escola de Belas Artes. E se não tivesse sido?
Contudo, o que mais me fascina não são essas consequências enormes, e sim os pequenos elos que se formam e que resultam em algo muito bom ou muito ruim. É mágico conhecer uma pessoa e depois de algum tempo se vê fazendo coisas que não estaria fazendo se não tivesse a conhecido. Essa pessoa será o pivô de mais outras dezenas, centenas, de novas conexões que serão feitas gradativamente.
Hoje, com a internet, essas conexões tomaram proporções inimagináveis. As pessoas travam relações com outros que nunca viram na vida, e só se conhecem por palavras escritas. E até mesmo essas inocentes conversas em um chat-room estão influenciando você, não duvide disso. E o mais incrível: esse artigo também.
É o caos em sua plena forma(?). É o caos de maneira visível e clara. Não podemos controlar isso em um todo, não podemos parar e, muito menos, prever.
Tudo isso é muito piegas. Mas o que muitos não vêem é que, estando claro que um “oi” dirigido à outro alguém, vai se transformar em algo muito grande em determinada hora, que tal dirigir esse “oi” com um grande sorriso?












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