O preço da sua vida

Por Christian Gurtner - 28.09.2007

O preço da sua vidaVocê é o pivô de uma grande empresa? Se você sumisse, o governo ou grandes corporações seriam afetados ou teriam prejuízos? Você possui algum papel que é alvo da admiração de um grande público?

Se você respondeu “não” para todas essas perguntas, te dou agora o valor da sua vida diante do sistema: NADA.

É o que vale sua vida. Nada. Uma pequena bala de chumbo com preço de fabricação de 50 centavos é o que basta para finalizar sua existência sem qualquer prejuízo ou consequência.

É preciso ser grande para lutar contra os grandes. Ou é preciso ser muitos. Precisamos ser muitos. Ouçam: Somos muitos!

Disse Luther King: “O que me assusta não é o grito dos maus. Mas o silêncio dos bons”

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  • Fernando Fazzane

    Excelente Christian.

    Eu sempre tento mostrar aos que posso a importância de sua opinião, de sua atuação contra o que consideramos errado ou prejudicial, mas infelizmente ouço sempre respostas igualmente desencorajadas, desestimuladas e desiludidas, demonstrando a passividade de um povo que deixou de lutar e prefere ceder para evitar o desgaste, críticas ou opressões.

    Quantas vezes já ouvi dizerem: “Não adianta lutarmos… vamos levando e bola pra frente…” ou então “Se eu disser alguma coisa, posso ser mandado embora, reprimido ou até morto…”

    Veja a que ponto nos tornamos escravos de um sistema que nós mesmos criamos. Temos que alimentar este monstro chamado “Capitalismo”. Com sua sede insaciável, sua crueldade implacável, sua impiedade, e não questionamos o valor de nossa vida para nós mesmos.

    Por que será que tantos de nós preferem serem submissos e aceitar uma vida miserável em busca de não-se-sabe-o-que, carros, casas, riquezas mundanas que não trazem felicidade alguma, mas sim uma sensação de privilégio, que estimula cada vez mais o contraste social, a miséria, a fome, o desespero e a tristeza…

    Não sei onde isto vai parar… Mas acredito que haverá uma revolução e novos conceitos serão fixados… Talvez seja utopia, mas acredito que as coisas possam melhorar.

    Depende do NÃO silêncio dos bons.

    Grande abraço!

  • Pingback: Wimps-Hurra! » Blog Archive » Das poucas e sábias palavras

  • http://wimps-hurra.com.br.iwi.com.br Diogo Freire

    Cara.

    Seu Post salvou o meu dia profissional.
    Te postei no meu blog.

    Abraço!

  • http://Mongagua/SP Maria Lucia

    Alerta!!!O silêncio é cômodo,não atiramos,nem somos alvejados.É assim calados,perdemos a própria vida,sem ver,que o poder está em nós, e na nossa vontade de construir um mundo novo,melhor,e em paz.Abraços

  • http://rufspace.com Fellipe Cicconi

    Ninguém é insubstituível para o sistema.

    Mesmo que o mais “importante” dos homens morra, todo e qualquer abalo será absorvido em pouco tempo. No máximo, sua morte representará um exemplo para outros que nele vêem um. Será um mártir pela causa – pela manutenção da contínua opressão, ou não.

    Obviamente, seu nome, diferente do meu, estará escrito nos livros de história, nas revistas e jornais, influenciando uma situação, uma geração ou toda uma época.

    Isso realmente importa para o que acontece depois? Seria essa personalidade um ser diferente de mim do ponto de vista absoluto? Seria ele apenas uma ferramenta do meio? Não seria eu, uma ferramenta do meio também? Influenciando em menor escala aqueles que deveria, e só?

    O valor da vida de cada homem deve ser mensurado por ele próprio a todo momento, não pelos outros. Nem a opinião de Jesus Cristo teria valor para mim caso eu não a colocasse de frente para o que EU acho sensato. Alguém não é importante por que se diz ser. Dogmáticos são aqueles que menosprezam seu poder de opinião por considerarem acima de qualquer questionamento a opinião de outro ser.

  • Lana Mayla

    Simplesmente perfeito este texto, parabéns Christian!

  • Joker

    Estou começando a ficar doente, obrigado Christian.

Prêmios que o Escriba Cafe já recebeu Melhor podcast de 2009 - Escolha do Júri Melhor podcaster masculino de 2009 - Escolha do Júri Melhor podcast de 2008 - Escolha do Júri