Podcast No51 - A Experiência
Esse episódio é completamente diferente de todos os outros do Escriba Cafe, por isso leia com atenção abaixo.
IMPORTANTÍSSIMO: Para ouvir esse episódio é preciso seguir à risca os pré-requisitos abaixo:
1-Usar fones de ouvido estéreo corretamente colocados nas orelhas (direita-esquerda)
2-Esteja só, sem ninguém por perto, de olhos fechados e num local onde não possa ser interrompido(a)
3-Ouça, de preferência, deitado(a).
Sem esses pré-requisitos acima, esse podcast não terá nenhum sentido ou interesse para você.
Gostaria de lembrar também que esse episódio, como o próprio nome diz, é somente uma experiência que pode dar certo ou não. Não julguem o Escriba Cafe por esse episódio (a não ser que dê certo, rs).












English version (click)


Viajante!
Espero que tenha seguido os pré-requisitos rs. No mais, conte aqui a sua “viagem” em detalhes. Isso também faz parte da experiência.
Eu mantive minha cabeça vazia quase o tempo todo. Durante as músicas em si nada acontecia e acho que em uma segunda experiência seria mais interessante se houvesse mais sons binaurais.
Abraço!
Ainda não encontrei estudos conclusivos sobre os sons binaurais, Yves. Se você conhece algum material online, me indique por favor. Obrigado pela presença e paciência. Abraços!
Desculpa a demora em responder. Os sons binaurais são aqueles em que os canais direito e esquerdo são gravados separadamente, com uma distância semelhante à da cabeça humana entre um microfone e outro. Desta forma eles respeitam o atraso do som para se propagar de uma orelha à outra e a forma com que o som atinge cada uma, dando, assim, uma sensação de imersão muito maior que o som estéreo normal.
Neste link há várias situações gravadas desta maneira http://www.freesound.org/tagsViewSingle.php?id=1190&start=15 . É um pouco difícil achá-los em boa qualidade.
Existe um “corte de cabelo virtual”, que é o mais famoso, com uma qualidade realmente bastante boa e, o mais importante, um propósito. http://www.boredeasy.com/links/the-virtual-haircut
Outro estilo de som binaural são as batidas e freqüências que dizem estimular o cérebro de diversas maneiras. Sons em alfa, beta, sons que simulam o efeito de drogas… Acho que esses dependem muito mais da pessoa acreditar que eles funcionam, mas admito que uso ocasionalmente algumas “doses” para ajudar a visualizar os pensamentos e me isolar de sons externos. O mais famoso exemplo disso é o iDoser.
Basicamente é tudo o que sei sobre sons binaurais, mas espero que ajude de alguma forma com os novos podcasts…
Descubri coisas inimagináveis, me senti no meio da savana Africana depois corri loucamente, encontrei quase todos os tipos de animais ahah, na musica do piano –mente em branco–.
Adorei a parte em que foi introduzido o chip hehehe ficou parecendo muito real, e depois algumas vozes de bixos que você colocou, ate senti medo pareciam ET …
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Qual eh o nome da musica do Café del mar (piano) e qual disco que é ?
já tinha escutado e tinha ela, so que a perdi.
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Nota geral: 11,8
Nota sobre a produção: 5 (demorou de mais, apesar de ser compensado)
Nota sobre o tema e história: 2
Nota sobre efeitos sonoros: 12
Nota sobre duração do podcast: 10
Nota sobre efeitos no ouvinte(destinatário): 30
Ah Patrick, como fiscal oficial, acho que você deveria excluir o ítem “tema e história” desse episódio, uma vez que foi uma experiência que não usa exatamente esse quesito. E o que é melhor: Essa é somente a experiência, o RESULTADO da experiência será publicado também em forma de podcast, esse sim usará bastante esse quesito.
Obrigado por estar sempre presente!
Primeiramente, excelente!!!
Bom vamos lá, no primeiro som, logo no início me senti o verdadeiro John Locke (personagem da série Lost) fazendo seu tão desejado Walkabout, mas logo meus pensamentos me levaram para um Jipe amarelo em plena selva Africana observando diversas tribos, tudo muito rápido e intenso.
No segundo som (piano), parecia que eu estava assistindo o filme “Um Sonho de Liberdade”, o filme veio inteiro à mente.
Já o terceiro (água), a sensação foi de trabalho cumprido, como quando alcançamos um difícil objetivo. Continuava com o filme na cabeça e lembrava do seu final.
Com aquelas vozes senti uma grande confusão mental.
Foi compensador esperar, mas não faça isso novamente!!!
Minha nossaaa!
muitoo bom!
primeiramente queria parabenizar pelo site,
não pelo design prq é normals
e sim pelo conteudo, inteligencia e criatividade,
vcs são dignos de oscar,
parabens por tanta criatividade!
e agora falando sobre a viagen,
eu no começo comecei em uma praia, com areia clara, e um mar bem azul
eu estava andando em circulos junto com umas pessoas negras,
na segunda musica eu apareci em umas dunas no meio do nada,
com muita luz e tinha uma mulher junto tb
mas ae eu sai do transe
e depois nem lembro oke aconteceu,,,
qndo começo a chuva eu me senti em uma noite escura e sozinho
e foi isso
^^
Vlw por esses prazeres!
parabens pelo site
Kra muito bom!
No inicio me vi em meio a uma selva, andando meio que sem destina até me deparar com uma enorme piramide, estilo asteca, com algumas inscrições ao longo do portal. Depois me vi flutuando para fora da terra, ao melhor estilo “Fonte da Vida (The Fountain)”…
Muito bom! Parabéns!!!
A experiência iniciou-se no coração da África selvagem, em meio a uma primitiva tribo, numa cerimônia de purificação e sacrifício, haviam homens negros com suas armas empunhadas e seus rostos e corpos pintados de branco com tochas e lanças na mão… havia um mestre cerimônia - pajé, xamã ou sacerdote com cara de caveira com pequenas afiadas varas de bambú que cravava em pontos estratégicos do meu corpo como se um tipo de acupuntura, porém eu não sentia dor porque estava sob efeitos de um chá anestésico de folhas e raízes… quando desencarnei flutuei pelo espaço e fui me afastando do planeta terra, observando outros planetas, outras estrelas, outras galáxias e até mesmo um buraco negro, após este passeio chego a um imenso planeta desabitado coberto por jardins e vastos campos quando vem a chuva anunciando a minha chegada, como estou acostumado ainda a vida mundana procuro abrigo - apesar de não precisar mais pois agora sou alma, então corro para uma caverna próxima, muito escura e profunda mas sinto que não estou sozinho pois escuto vozes por todos os lados e quando está prestes a se revelarem, o trem parte da estação e eu acordo com a baba escorrendo pelo canto da boca. E esta seria uma longa viagem…
Eu viajei… me achei em um tempo longínquo, cheio de guerras e conflitos, racismo…limpeza étnica. O preço do barril de petróleo ja beirava os $135,00!!! Haviam tambem rumores de fome generalizada. Arroz, feijão e pão estavam se tormando artigos de luxo. Como se isto nao fosse o bastante, este planeta estava se aquecendo cada vez mais, por causa de um tal efeito estufa, efeito este pouco entendido e muitas vezes ignorado pela maioria das pessoas.
Na segunda musica, as águas dos mares deste planeta comecaram a subir, devido ao aquecimento global. Milhares de pessoas tiveram que se deslocar…buscar outro lugar para viver. Os conflitos agora eram muito mais sangrentos…..PAREI O PODCAST….Fiquei com medo!!!!!
gostei muito! muito mesmo… é impressionante essa forma de captação de som.
só tenho uma crítica: quando vc disse que ia implantar um chip pequeno e inofensivo nunca pensei que fosse com uma furadeira daquelas!!! hehehe brincadeiras de lado, parabéns!
o podcast faz a pensar pensar coisas pessoais e, em momentos, sentir medo… olhar pro lado e tals. muito bom!
Quanto tempo, meu querido… como faço para pôr podcast experimental no meu blog? Ajuda?

Ah, vou pagar o que estava devendo: farei um post bem legal sobre seu livro amanhã no meu blog.
Beijo
ps - como vc presta esse seviço sobre podcasts?
ps2 - vou escutar esse aí mais tarde qd todos estiverem dormindo
Beijos.
Essa viagem foi uma experiência e tanto!!!!Estive,volitando, ou seja sobrevoando sobre um deserto, onde podia ver inumeros seres ao meu lado,aos poucos foram sumindo, e eu já não estava vendo mais o deserto, e sim uma linda e bela floresta,animais de todas as espécies,correndo na direção da luz entre as arvores….foi uma bela visão.O trem,foi o fim da viagem, e voltei rapidamente, ao chão… acordei para a realidade…mas lembrando que apenas basta querermos, para voltar a viajar.Aprendi com essa experiência que não devemos nos apegar as coisas materiais, e sermos livres para sonhar sempre, aqui ou além.Abraços
Hahah, sem duvidas, o escribacafe hoje é o melhor PODCAST já lançado no mundo, isso tenho certeza, não é “puxa saco”, mas é verdade, o escribacafe hoje se tornou na minha opinião o podcast que tem mais conteudo, qualidade, enfim TUDO !
Achei uma experiência fantástica mas também achei que foram usados poucos sons binaurais.
Já ouvi alguns sons desse tipo antes, estarei enviando um email com um arquivos mp3 desses sons.
O primeiro Escriba Café que ouvi foi o 50º, gostei muito e resolvi ouvi desde os primeiros, esse interlavo maior entre o 50º e 51º serviu para dar tempo de ouvir todos os anteriores.
E agoras o Escriba Café entrou na lista dos meus podcasts preferidos.
Sendo um dos que mais gostei aquele que conta a história do Navio Fantasma, não lembro qual episódio foi.
Parabéns por esse ótimo trabalho, e continue sempre melhorando.
Um abraço.
Bom, no começo eu gostei, mas depois comecei a me sentir muito sozinho parecia que so existia eu no mundo, me senti assim por que acho que estou entrando em depressão, mas depois ouvindo as outras musicas comecei a pensar no que eu estava fazendo de errado, comecei a ver que talvez a culpa por está me sentindo assim fosse so minha, por está me isolando do mundo cada vez mais, então comecei a organizar meus pensamentos e ver no que eu podia melhorar pra sair dessa, e vi que o que eu precisava era so um pouco de coragem e auto-estima, entao assim que terminou o podcast, liguei pra uma garota que eu conheci a pouco tempo e perguntei se ela queria sair comigo, ela aceitou, estou me arrumando agora pra sair, depois te mando um mail falando se a noite foi boa.
vlw pelo podcast, me ajudou bastante
Simplesmente fantástico, cheguei a levar um susto na parte da colocação do chip. O que aconteceu nessa “viagem” eu não me lembro, foi tanta coisa ao mesmo tempo e tão rápido, primeiro floresta, depois céu, água, nuvens. Sei que a sensação no final foi muito boa, parece que fiquei mais leve, foi como se lavasse o espiríto. Nota dez ao quadrado para este podcast, parabéns!!!
Como quer que eu conte uma história depois de fazer minha cabeça doer durante o podcast TODO com aquela furadeira? hehe.
A história que criei foi relativa à passagem do tempo. Vi-me num cemitério muito reluzente, com alguma pessoa amada. Um beijo tranformou-nos em um anel que foi esquecido naquele lugar.
Muitos séculos se passaram e o lugar foi devastado pelo tempo. Vi, com muita clareza, as pedras em erosão pelo vento e tudo sumindo, como naqueles vídeos em que a passagem do tempo é acelerada muito muito pra mostrar o desabrochar de uma flor, por exemplo.
Naquele lugar foi instalada uma floricultura e, um dia, ao plantar uma flor, alguém encontrou um estranho anel brilhante. Aí a pessoa colocou o anel e acabou-se a música.
Qualquer semelhança com Tolkien é mera coincidência. Ou não.
Ah, as vozes me assustaram pra valer também
Ficou ótimo, parabéns!
Agora que ouvi, bem, os antigos deram origem a este tipo de yoga. Nos anos 90 havia movimentos humanistas que dentre suas práticas faziam uma tal de ‘viagem guiada’ se não me engano. No caso aqui, vi o homem se transformando desde os primórdios, atravessando paredes do tempo, senti muita ameaça e solidão.
Com certa concentração eu acho que dá pra ter uma experiência transcendental, afinal somos auto-sugestionáveis. Aí vc foi mesmo feliz, pois deixou a cargo do emocional e criatividade de cada um, e a tecnologia de som, a antiga sonoplastia do rádio, é perfeita e induz à viagem perfeitamente harmoniosa do ser interior.
Eu gostei muito. No final deu pra relaxar com a música que permite um final feliz na viagem, uma nota de esperança.
Valeu. Acho que terá sucesso. As pessoas precisam desses guias que, dentre outros benefícios, abrem a possibilidade de expansão mental e até espiritual.
Boa sorte Capitão
Simplesmente senti… nada… vazio, calma, arrepios com o barulho de furadeiras… em resumo, paz.
Parabéns pelo 10º lugar no ibest… Apesar da minha culpa e influência do JN em esquecer de votar no escriba…
Christian, foi muito interessante esta experiência.
Estou acostumado a meditar e ouvir sons instrumentais como o das flautas e orquestras… é um encontro dentro de si…
O que achei muito interessante foi perceber que a batida do meu coração começou a se compassar com a do áudio. Quase que como induzido a bater junto. Imagino que deve ser algo parecido com o que ocorre nas gestantes e seus bebês. Fantástico.
Quando você escaneou o meu cérebro, realmente tive a sensação de estar deitado em uma máquina como a de tomografia computadorizada. Depois na hora de inserir o chip, me senti como se estivesse anestesiado em uma mesa de cirurgia sem poder me mexer ou evitar que meu crânio fosse perfurado… Isso doeu!
Logo quando começou a “viagem” me vi em uma floresta densa, como se eu fosse um primitivo, quase como um Tarzan, e havia um grupo indígena fazendo um ritual que dava fundo à cena. Como não podia enxergá-los, me escondi no meio do mato, mas foi preciso subir em uma árvore para poder observá-los. Quando desci e me aproximei, percebi que o xilofone era feito de crânios humanos de adutlos (graves) a de bebês (agudos) e o percursionista usava ossos para bater e produzir o som! Havia uma fogueira e quando percebi a inclinação canibalista, procurei sair de fininho e fui me aventurar pela floresta.
Quando a outra triha começou, tudo mudou de repente. Me vi como se houvesse “desencarnado” e meu espírito estava livre do corpo. Podia voar não muito alto, mas era possível observar um lindo horizonte com o sol se pondo em nuvens vermelho-alaranjadas. Havia comigo outros espíritos que eram mais sábios que observavam a minha euforia ao poder observar aquele espetáculo. Engraçado que nenhum deles havia rosto e inclusive era difícil de identificar o meu rosto. Mal podia saber se era homem ou mulher. Foi muito interessante.
Quando começou a chover, automaticamente apareci encarnado, deitado, sentindo as gotas de chuva cair sobre meu corpo, sentindo a vibração dos trovões, o coração batendo e a respiração deu a impressão de que eu estava acordando do sonho e as vozes susurrando me avisavam que era hora de acordar. Quando o trem partiu, eu estava na estação, como nos tempos antigos, e eu observava um belo relógio de bolso dourado. Foi muito interessante.
Parabéns pela experiência. Ser um “cobaia” foi divertido, apesar de não saber quais serão as sequelas!!! rs..
Grande abraço,
Fernando Fazzane
Christian, antes de mais nada meus costumeiros parabéns por mais uma excelente edição do podcast!
Quanto a minha experiência, te digo que foi remetido diretemante ao seriado “As Aventuras de Tarzan”, que assistia ainda quando criança. O imprecionamente é que me veio à mente muitos detalhes e, principalmente, emoções que já não me recordava.
Em suma, foi uma viagem no tempo imprecionante!
Abraço
Giordano
Grande Christian,
Logo no comeco eu já fiz a associacao, mas quando mudou o som de fundo aí quebrou a seqüência…
se o podcast tivesse durado um pouco mais (tipo uns 20 minutos apenas para a parte “central”), daria pra ter feito uma bela viagem xamânica.
Um grande abraco e continue o belíssimo trabalho!
Fala Christian,
Cara, faz um tempão que não comento…
Não segui as regras e acabei fazendo uma experiência diferente.
Ouvi os três últimos episódios do Ecriba “pedalando” em um “transport” (uma mistura de esteira ergométrica com bicicleta) da academia de musculação. Confesso que não consegui viajar muito, mas as variações rítmicas e efeitos sonoros serviram para transformar minha “corrida” numa verdadeira odisséia épica. Agora eu viajei.
Bom, vou escutar novamente seguindo as instruções…
[s] Marcelo
PS: Gostei DEMAIS do episódio anterior - “Os Tempos estão Mudando”. Parabéns!
Durante a experiência, senti minha cabeça ser tomada por uma calmaria quase impossível de se sentir no ritmo natural do meu dia a dia. Senti também tensão em muitos momentos, e sinceramente, isso me deixou estonteado e confuso. Sei que ao fim de tudo, entrei em um estado tão elevado, que perdi a noção do tempo e do espaço. Após cerca de 20 minutos após o término da e experiência, percebi que estava escutando o podcast nº50, porém, não tinha me situado de tal coisa. Minha mente ainda estava em meio ao nada, sendo apenas pedaço de uma grandiosa experiência.
Parabéns! Este podcast foi simplesmente fantástico!
Adorei a parte em que foi introduzido o chip hehehe ficou parecendo muito real, e depois algumas vozes de bixos que você colocou, ate senti medo pareciam ET
Já ouvi todos os podcasts anteriores, mas agora me vejo obrigado a deixar um comentário. Esse episódio não poderia, de maneira alguma, passar como mais um. Sua experiência foi um sucesso, Christian. Tive uma viajem inacreditável, que acredito ser longa demais para descrever aqui.
Infelizmente, não segui os pré-requisitos. Ouvi isso no escritório, com os fones de ouvido. Resumidamente, deixei meu corpo, e quando voltei o trabalho já estava com mais da metade completo. Mal posso esperar para chegar em casa e ouvir de novo, dessa vez como recomendado.
Queria pedir mais experiências. Acredito que não vão faltar cobaias.
Estava sozinho em uma praia. Na areia. Mar azul. Vegetação bem próxima. No máximo 8 ou 10 metros de areia entre a vegetação e o mar. Fui “puxado” para a calçada de uma típica avenida de uma grande cidade americana. Estava andando pela calçada e enquanto isso, passei por uma caixa de correio azul, um daqueles medidores de tempo de estacionamento, um poste, uma caixa de jornais. Do meu lado direito tinha uma lanchonete, com um daqueles toldos vermelhos que protegem a entrada da chuva.
Entrei. À medida que entrava o ambiente ia tomando forma e os objetos típicos de uma lanchonete americana iam surgindo, hora do nada, hora se formando como dominós minúsculos que se juntavam formando placas, partes e finalmente objetos. À medida que eu notava que a aparência do interior dela não estava de acordo com o que eu esperava que fosse, - de acordo talvez com uma memória visual residual de tantos filmes que já assisti - o ambiente se modificava e se adequava às minhas espectativas.
As mesas brancas com duas cadeiras cada que estavam distribuídas pelo salão da lanchonete sumiram e deram espaço a um balcão de madeira à minha esquerda com bisnagas, refrigerantes e porta canudos. À minha direita, as mesas sumiram indo em direção ao fundo da lanchonete e outras mesas estilo anos 30 surgiram, aquelas que são rodeadas por uma poltrona única de couro vermelho. Essas mesas se replicaram até o fundo da lanchonete, fundo que se afastava e aumentava ao infinito à medida que a minha visão tentava focar. Quanto mais eu tentava enxergar o fim, mais ele ficava distante, mais mesas se replicavam, mais balcão se formava.
Quadros de celebridades americas surgiam na parede por trás do balcão. Todos com molduras simples e fotos em preto-e-branco. Um em especial me chamou atenção. Era uma moldura clássica do Elvis tocando violão e tentando se equilibrar na ponta dos pés. A foto estava autografada.
Virei para a entrada. A luz do Sol que entrava deixou todo o ambiente escuro. Fui puxado lá pra fora, para o meio da avenida. Avenida larga. Enormes arranha-céus dos dois lados da avenida. Virei para a esquerda. Comecei a caminhar. Podia me ver andando lá do alto. Estava usando uma calça jeans preta, tênis preto, camiseta verde-escuro, jaqueta jeans preta.
Os prédios, calçadas, asfalto, tudo se formava à medida que eu caminhava. De repente, à minha direita, em um espaço que deveria estar ocupado por mais um prédio, a Apple Store da 5ft Avenida começou a se formar. Pastilhas de vidro minúsculas se desdobravam como se fossem uma cascata, se agrupando em placas maiores que formaram o cubo de vidro.
Estava no elevador do cubo. O elevador desceu até a loja. Vi toda a loja de dentro do elevador. De repente o elevador me elevou até mais ou menos 300 metros. O elevador sumiu, mas eu continuava lá em cima observando a cidade. Flutuando. Quando olhei para baixo, um prédio estava se construindo sozinho e os andares aumentando até que o terraço dele tocou os meus pés. Desci do prédio pelas escadas de emergência, aquelas que sempre ficam nos fundos ou na lateral. Depois que desci, estava em um beco de Nova York. O chão estava molhado. Tinha poças de água. Fumaça saindo de bueiros. Vários contêineres de lixo.
A sombra de uma nuvem vinha em minha direção, deixando tudo escuro. Anoiteceu. Olhei para cima e vi a lua subir do horizonte até o céu rapidamente. Céu estrelado. Muito estrelado.
A nuvem que trouxe a noite passou rapidamente e o Sol brilhou novamente. Sai do beco e fui até o meio da avenida de novo.
Fui puxado para um bairro antigo da minha cidade. Recife. Para o bairro do Recife Antigo. Estava no Marco-zero. Ainda estava sozinho, como se eu fosse a última pessoa da Terra. As ruas estavam limpas. Os prédios antigos estavam intactos, limpos. Ou tinham sido restaurados rescentemente ou nunca tinham sido estragados pelo tempo.
Escolhi uma das ruas que e comecei a andar por ela. Era a “Rua do Bom Jesus”. Minhas roupas foram sumindo. Fiquei apenas de bermuda. Andando descalço. Sentindo a textura dos paralelepípedos negros com o meu pé. Estavam frios. Era dia, mas eles estavam frios. Passei pela primeira Sinagoga das américas. Cheguei em uma praça. Praça bem arborizada. Limpa.
De repente tudo sumiu. Tudo branco como num estúdio infitito. Tudo branco. Um trem se formou à poucos metros de mim. Apitando… Soltando fumaça. Pessoas apareceram do nada e andavam pra todo lado. Um homem com paletó marrom, pasta e celular no ouvido. Uma mulher de vestido verde. Uma estação de trem se formou. Escadas, piso encerado… as pessoas pareciam não notar que eu estava ali. Descalço e vestindo apenas uma bermuda branca.
Voltei.
Christian, costumo acompanhar seu podcast. Acredito que este está sendo um dos mais comentados. Incrível como partes da experiência se repetem de pessoa para pessoa. Talvez seja efeito da consciência coletiva.
Como disse antes, eu acompanho seu podcast mas nunca escrevi. Resolvi escrever agora para ORDENAR QUE RETIRE ESSE MALDITO CHIP DA MINHA CABEÇAAAAAA!!!!!!!!!
uau , muito legal , comecei a frequentar tem pouco tempo o escribacafe , tem muita coisa boa , gostaria de saber qual o nome da musica do final , muito boa
Cara…primeira vez que comento, acho que é a quarta vez que eu entro aqui. Descobri esse podcast quase sem querer em um dia sem muito trabalho no Forum (coisa rara…).
Agora, entrei em casa porque lá a maioria das páginas são bloqueadas e não podia conferir a maioria das coisas.
Confesso que resolvi entrar em casa apenas por causa do post dessa experiência…tinha cara de ser algo diferente do que se está acostumado mesmo.
E não me arrependi.
Muito bom isso, passo a relatar o que senti:
Primeiro, de alguma forma eu forçei a minha mente a criar um mar, céu azul…mas não funcionou, alguma coisa saiu errada e eu fui “lançado” prá um cavalo branco, campos sem fim, havia um castelo e eu era o Rei…demais!
Quando trocou a música, só conseguia ver minha namorada, todas as vezes em que eu a fiz sorrir, chorar, esperar…
Cara, as vozes que tu colocou me assustaram muito, parecia que queriam me matar…
Bom, acho que foi isso.
Comentarei mais…
Novo fã na àrea!
Um abraço a todos!