Não. Não a trégua. A paz. A paz consigo e conosco. A paz com todos nós. Não nos preocupemos com banalidades. Não nos deixemos levar por pequenas coisas. Entendamos o próximo antes de blasfemar. Não nos destruamos com o ódio infundado e impulsivo. Não nos importemos com ofensas superficiais. Ignoremos as mais profundas. Veneremos os carinhos, as palavras doces, o conselho amigo, os abraços, as filosofias, os beijos, as estrelas, o amor.

VIVAMOS de amor. Amemos as árvores e as flores. Amemos os desconhecidos. Amemos a tudo que não odiamos. E deixemos de odiar o que odiamos, simplesmente olhemos para o lado belo. Não percamos tempo discutindo pessoas, e sim discutindo COM pessoas. Pessoas que amamos.

Compreendamos os que nos criticam. Talvez não queiram ofender, mas sim dizer algo quando não têm o que dizer.

Fiquemos em silêncio quando nada temos a acrescentar. O silêncio nos torna melhores observadores, e assim podemos ver além. E enxergando além, teremos muito a acrescentar, e então falaremos.

Deixemos de lado todo jogo, e foquemos na alma nosso prazer. Na espiritualidade, nossa preocupação. Mas deixemos de nos preocupar. Vivamos descobrindo a beleza de todo erro.

Por isso, eu me abstenho de ter razão. Impeço-me, até mesmo, de TENTAR ter razão. Não canalizarei minhas energias numa luta perdida. Ninguém tem razão. Não nas questões mundanas. Nunca ninguém terá razão, mas, mesmo assim, brigam até morte para se ter a última palavra. Eu sei disso, afinal, ainda caio na desgraça de poluir o meu ser com energias negativas ao tentar rebaixar meu inimigo para que meu ponto de vista, ridiculamente banal, seja elevado ao título de correto e concreto.

Mas não quero isso. Nem ao menos quero ter inimigos. Não me importarei com quem me odeia, e tentarei não odiá-lo.

Então, vivamos nossas vidas. Lembremos que a queda do próximo, não significa nossa ascensão, é só ilusão de ótica. Elevemos o próximo, pois ele pode nos levar junto. E caso não leve, ao menos servirá de estímulo para que o alcancemos!

MAKE LOVE, NOT WAR!