As religiões sempre foram o veneno e o ópio do mundo. Causaram guerras, matanças opressão, crueldade e discriminação. Limitaram o desenvolvimento espiritual e racional do ser humano quando criaram regras esdrúxulas e verdades incontestáveis que são, no mínimo, muito duvidosas.

watchers.jpgAs poucas religiões - algumas delas nem são consideradas religiões - que pregam uma liberdade espiritual e um contato sem regras com o divino, foram e ainda são caçadas pelas igrejas poderosas - aquelas igrejas que enriqueceram pregando a pobreza.

O que eu sou, de onde eu vim e para onde eu vou? Perguntas sem resposta que sempre nos remoeram por dentro. Mas eis que surgem algumas pessoas dizendo que têm essa resposta. É óbvio que vamos seguí-las. Não nos importa se é humanamente improvável que alguém tenha essas respostas, nós vamos querer seguir essa pessoa - no caso a igreja - que pode nos dar o alívio e a ilusão de sabermos o que somos e para onde vamos.

Esse é o maior medo do ser humano: O de a morte ser o fim de tudo. É simplemente inimaginável (no mais literal e forte da palavra) o nosso fim, sem vida após a morte, o desligamento permanente dessa máquina chamada ser humano. E se digo inimaginável, é pelo simples motivo de que nosso cérebro está 24h por dia ligado. Não temos como sequer fantasiar seu desligamento, pois é uma experiência que nunca tivemos e jamais vamos ter enquanto vivos.

Se existe uma alma ou energia consciente que vai transcender esse mundo, essa realidade ou talvez essa dimensão quando morrermos? Não sei! É aí que me diferencio dos céticos. Estou em busca dessa resposta, mas há muito que sei que não serão o cristianismo, o islamismo ou qualquer um que se vista com ouro para pedir que vivamos pobres, que vai me dizer isso.

Mas a maioria das pessoas tem mais o que fazer além de ficar pensando nisso e, por essa e outras razões, são adeptos de grandes religiões as quais foram batizados e vivem tranquilos a falsa certeza que essas lhe dão. Essa é a droga que alivia o tormento da dúvida suprema. A igreja é um entorpecente, um alucinógeno.

Mas o Deus, uma foça superior, ou qualquer que seja o nome, pode sim existir. E por isso devemos estar livres para encontrá-lo e termos nossas respostas sem a influência de oportunistas fanáticos.

Creio que a resposta para tudo isso está em toda criação. É imprescindível que estejamos em total contato e união com toda e qualquer criação desse universo - seja uma árvore, um gato ou uma lua. São eles, juntos com os humanos e qualquer outra vida que possa existir no universo que geram toda a energia cósmica que contêm as nossas respostas. É preciso ver uma floresta como um templo, e não desmatá-la para construir um templo de concreto. É ali, entre as árvores, entre a vida, que circula a energia necessária para entrarmos em contato com o divino. Ao se acreditar num Deus, numa Deusa, pode-se vê-los numa folha, numa flor, em sua total plenitude e perfeição. Sem regras, sem limites, sem inferno ou castigo.

Mas posso estar completamente errado.