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Avatar de gisele lance

O texto me fez pensar bastante, e pesquisar também kkkk

No caso de Ringelmann, o próprio autor constatou que a perda de força era, em grande parte, um problema de coordenação mecânica (sincronizar o esforço físico). Isso alugou um triplex na minha mente hehe

Se um indivíduo aplica 100% de sua força sozinho e puxa 100 kg, quanto tempo levaria para ele se exaurir? Em um ajuntamento de pessoas, como foi o caso, 8 homens custaram puxar 400 kg. Mas, o que aconteceria se fosse realmente um coletivo? Com organização e estrutura? Fiquei visualizando a cena e pensando com toda sinceridade do coração…

Em um cenário assim, a distribuição do esforço (+ ou - uns 70/80 kg, mais do que em um ajuntamento desorganizado, porém menos que um indivíduo dando tudo de si) permitiria concluir a tarefa de forma eficiente e sem o colapso do indivíduo. A 'diluição' não seria, na verdade, uma vantagem adaptativa para tarefas longas?

No caso do estudo da fumaça, pesquisando estudos posteriores e refletindo sobre o ponto…

A hesitação em grupo ocorreu em uma situação ambígua (fumaça). O que aconteceria se o perigo fosse claro (fogo)???

Outra coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha: e se as pessoas que estavam na sala possuíssem vínculos reais? Eu fiquei me visualizando na cena… se fossem pessoas desconhecidas e eu visse fumaça, talvez olharia para a reação dos outros e, se todo mundo ficasse “de boa”, possivelmente eu ficaria também kkkk. Masssss… se fossem minha família ou amigos próximos, mesmo que fosse fumaça apenas, eu iria comentar com eles: “gente, o que é aquilo? Será que é fogo? Vamo fazer alguma coisa?”

O que quero dizer é o seguinte:

Quando o perigo é claro ou o grupo possui vínculos reais, a cooperação costuma ser o fator que garante a sobrevivência da espécie.

Esses são experimentos de presença física (puxar corda, ver fumaça em uma sala), mas como o texto saltou para a dinâmica das redes sociais, fiquei refletindo e proponho a reflexão também:

As redes sociais operam sob uma lógica de autoexposição individual.

Não seria o "esgoto coletivo", na verdade, uma massa de indivíduos competindo por atenção e validação algorítmica?

Na maioria das redes sociais, não há construção de projeto comum (coletividade real), mas sim comportamento de manada reativo, o que é algo bem diferente de "coletivo".

O 'esvaziamento' que sentimos hoje nas redes, não seria fruto justamente da falta de comunidades reais e coordenadas, que foram substituídas por um individualismo de performance que isola e exaure a todos?

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