O silêncio era acolhedor. Mas não era exatamente um silêncio. Havia, inundando seu corpo, definitivamente um som. Era o som do silêncio, aquele que se ouve quando nenhum outro som ou barulho acontece. O som dos átomos. Ou o som da energia elétrica do cérebro. O som sem som.
Fogo ligado e um novo som. A chaleira é colocada sobre o fogo e esquenta um pouco a fria cozinha. A luz da manhã que entrava pela janela, por mais clara que fosse, não conseguia iluminar a cozinha ao ponto de destacar algumas cores. Era uma luz escura, uma luz sem luz. O dia cinzento. Aquela primeira hora de luz do dia sempre era mais um ensaio do sol do que ele realizando seu trabalho. Mas hoje, talvez, as cortinas nem se abririam para seu espetáculo.
O apito da chaleira. A água quente. O cheiro de café.
Senta-se à mesa e abre seu aparelho eletrônico para ler… onde está? Onde está o Acta Saturnalia? Levou o café à boca mas, sentindo que ainda faltava café…
…o Escriba Cafe.
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