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Acta Saturnalia VIII

Jornais, história, Lampião e a resiliência de uma musa

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Christian Gurtner
ago 01, 2026
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Era uma manhã do ano de 59 a.C. em Roma Antiga. O café da manhã — que em nada se parecia com esse nome, afinal o café ainda era uma tecnologia que viria no futuro — fora servido. O nome dessa refeição consumida logo após o despertar era ientaculum. E lá estava, na mesa do romano médio, pão seco com azeite, figos secos, alho, mingau de cereais e qualquer outra sobra da noite anterior. Para beber, vinho misturado com água (não se tomava vinho puro logo cedo). Os mais abastados ainda tinham ovos, leite, queijo e mel, e o pão e as frutas deles eram frescos.

Após a refeição, era hora de acompanhar as notícias. E lá ia o romano médio para a frente do fórum onde, diariamente, se pregavam placas contendo as notícias do governo, acontecimentos civis (como casamentos, nascimentos e mortes de notáveis), escândalos no governo, relatos de batalhas, execuções e, claro, um pouco de fofoca.

Aquele era o Acta Diurna, o primeiro “jornal” da história. Foi idealizado por Júlio César e, desde então, se desenvolveu até chegar ao Acta Saturnalia, seu boletim de todo sábado.

Assim, explicado de onde veio o nome do texto mais esperado da semana, sigamos.

I.

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