Era uma manhã do ano de 59 a.C. em Roma Antiga. O café da manhã — que em nada se parecia com esse nome, afinal o café ainda era uma tecnologia que viria no futuro — fora servido. O nome dessa refeição consumida logo após o despertar era ientaculum. E lá estava, na mesa do romano médio, pão seco com azeite, figos secos, alho, mingau de cereais e qualquer outra sobra da noite anterior. Para beber, vinho misturado com água (não se tomava vinho puro logo cedo). Os mais abastados ainda tinham ovos, leite, queijo e mel, e o pão e as frutas deles eram frescos.
Após a refeição, era hora de acompanhar as notícias. E lá ia o romano médio para a frente do fórum onde, diariamente, se pregavam placas contendo as notícias do governo, acontecimentos civis (como casamentos, nascimentos e mortes de notáveis), escândalos no governo, relatos de batalhas, execuções e, claro, um pouco de fofoca.
Aquele era o Acta Diurna, o primeiro “jornal” da história. Foi idealizado por Júlio César e, desde então, se desenvolveu até chegar ao Acta Saturnalia, seu boletim de todo sábado.
Assim, explicado de onde veio o nome do texto mais esperado da semana, sigamos.
I.
Continue a leitura com um teste grátis de 7 dias
Assine Escriba Cafe para continuar lendo esta publicação e obtenha 7 dias de acesso gratuito aos arquivos completos de publicações.


