O misterioso desaparecimento de Agatha Christie

Atualizado: Abr 17

Agatha Christie é, provavelmente, um dos nomes mais conhecidos na literatura policial no mundo. Criando personagens famosos, como os detetives Hercule Poirot e Miss Marple, os mistérios de suas histórias de assassinatos e roubos eram desvendados de forma genial.


Mas em 1926, no auge de seu sucesso, quem seria a protagonista de um grande mistério, seria ela mesma.


Na noite de 3 de dezembro, depois de dar boa noite para sua pequena filha, ela deixou um bilhete para sua secretária informando que não retornaria naquele dia e, levando somente uma pasta executiva, entrou em seu carro e partiu.


Ela então desapareceu.


Três dias depois ela já era notícia até no New York Times. O carro dela havia sido encontrado abandonado na beira de uma estrada e não havia nenhuma outra pista do paradeiro da escritora. Mesmo com sua foto em todas as capas de jornais, ninguém sabia o que tinha acontecido com ela.


O mistério aumenta quando se descobre que Agatha Christie havia deixado cartas também para seu cunhado e marido. Esse último jamais revelou o conteúdo de sua carta, dizendo ser muito pessoal, enquanto o cunhado disse que sua carta dizia apenas que ela iria passar um dia em um SPA em Yorkshire.


A polícia e milhares de voluntários se dedicaram nos próximos dias a tentar encontrar a escritora. Até mesmo o criador de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle, auxiliou em sessões espíritas para tentar se comunicar com Agatha, já que as esperanças de encontrá-la viva já eram quase nulas.

Mas, dez dias depois… Agatha Christie é encontrada.


Contudo o mistério, só aumenta: ela realmente estava em um SPA em Yorkshire. Mas as condições nas quais ela foi encontrada deixaram questões que jamais seriam respondidas.


Ao ser buscada no SPA pelo marido, ela não sabia quem era e não tinha memória dos dias passados. Ela não sabia como tinha ido parar naquele lugar.

Agatha Christie nunca mais tocou naquele assunto e evitava ao máximo responder qualquer pergunta que lhe foi feita posteriormente.


Historiadores elaboraram diversas teorias, como surto psicológico, depressão causada pela morte da mãe e até mesmo uma tentativa frustrada de suicídio.


Em 1928, em uma entrevista ao Daily Mail, ela confessou ter tido uma enorme vontade de jogar o carro, naquela noite, num poço e, provavelmente, sofreu uma concussão na tentativa perdendo, por causa disso, a memória.


Todo o caso ainda é obscuro e, numa trama que lembra os próprios livros da escritora, talvez fosse necessário um Hercule Poirot para desvendar esse mistério.


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